Meus primeiros 300km (Parte 3)

15 set

A noite, a estrada, o frio…

A volta foi a parte mais dolorosa, ouso afirmar que até ali tinha sido um passeio agradável e os 150km da volta equivaleram a 300km de verdade. Enquanto o sol se punha estava ótimo, a lua nascendo foi deslumbrante, pena que a máquina de foto estava morta. O frio começou a dar as caras e em seguida o vento contra queria me intimidar, coloquei o corta-vento novamente. No meio da noite uma amiga me ligou, a Diana, havia esquecido que eu estava no Audax e provavelmente ia me convidar para algum rolê, quando eu disse que estava nos 150km da volta ela ficou contente e desejou sorte, foi bom falar com alguém naquele momento de breu e deu uma reanimada.

Cheguei no PC3, o cara que disse que minha bike era de velódromo, bem no começo, estava lá, mas havia sido resgatado pelo carro no meio do caminho porque seus joelhos doíam, ele pediu repetidamente para eu desistir, eu resisti, ele ficou apavorado e ao mesmo tempo deslumbrado. A senhora gentil que carregava minhas coisas no carro também estava lá e disse que seu marido estava a caminho, que desistiu de desistir quando me conheceu no PC2, achei isso muito bacana. Não senti vontade de comer nada a não ser algo bem quentinho, uma sopa seria divina, mas a única coisa de quente que tinha era café puro, tomei uns goles e comi uma banana. Essa foi a parada mais rápida que fiz, 20min., as outras eu tinha descansado por 1h, mas sabia que meu ritmo ia diminuir consideravelmente nos últimos 75km e cada minuto que se passasse seria crucial para atingir a meta de chegar antes das 3h. da manhã.

Quando a madrugada chegou, meus dentes batiam de frio, eu tremia, por dentro do corta-vento não suava mais, passei por várias nuvens de neblina e, quanto mais eu pedalava, parecia que eu estava numa velocidade de pedestre, pois olhava nas placas achando que haviam passado 10km e eu completava apenas mais um. Quando eu pedalava em pé, o movimento central fazia um barulhão de máquina de lavar velha e o pedal dava um pulinho pra trás, comecei a ficar apavorada, afinal de repente a questão nem seria apenas se eu aguentaria, mas se a bike me deixaria na mão. As subidas e descidas pareciam não fazer mais diferença, o esforço era tão grande que agora era impossível tirar o pé do pedal, porque se eu tirasse, a bike parava. Decidi não olhar mais as placas para não desanimar, só olharia os km que eu estava de hora em hora, a partir dali. Apareceu um posto e fiz uma parada rápida lá, quando voltei a pedalar, me arrependi demais de ter parado, porque pedalando estava sim doendo tudo, mas ter parado e voltado os movimentos acentuou bem mais as dores, a lei da inércia é tudo!

Nos últimos 20 e poucos km, percebi uma iluminação forte atrás de mim, olhei de relance e achei que era um motoqueiro parado no acostamento, mas a luz não parava de me seguir, olhei de novo e me perguntei: “que diabos estaria fazendo um motoqueiro tão devagar atrás de mim”, fiquei bem desconfiada e apesar de saber a capacidade de uma moto, comecei a pedalar muito mais rápido, tirando forças de não sei onde. Logo parou um carro à minha frente e pessoas saíram dele, como que me esperando, reconheci o pessoal da organização e fiquei aliviada, quando cheguei, disse a eles que achava que uma moto estava me seguindo e estava com medo, eles riram e disseram que era apenas um velho ciclista tentando me alcançar, aquele que tinha desistido de desistir. Enquanto esperava ele chegar, o pessoal da organização me informava terem decidido me dar o certificado mesmo sem eu ter feito a inscrição, (será que eu podia por isso aqui?) por eu ter feito um esforço maior com uma bike inapropriada, e blás, mas que não valeria para os brevets porque eu teria que ter o certificado dos 200km primeiro, no entanto, ficaria como uma lembrança. Perguntaram se eu queria voltar de carro, se precisava de água, foram muito incríveis mesmo. Assim que eles saíram, umas lagriminhas começaram a descer no meu rosto, porque começava a me dar conta de que estava tornando realidade os meus 300km, fiquei emocionada com o que eles disseram para mim, como se eu fosse uma heroína, e estava mesmo começando a sentir um certo orgulho do que estava fazendo, não iria desistir por nada nesse mundo naquele momento.

Realização transcendental

Pedalamos, eu e o senhor juntos até o final nesses últimos km, e agora sim eu comemorava quando completava cada km, de tão difícil que estava. Quase nos perdemos chegando na cidade e então apareceu um senhor da organização de carro e nos guiou até a praça. Chegamos, às 02h55, como sempre eu estava em cima da hora, ainda não assimilava que tinha completado, só no dia seguinte me dei conta, pois estava muito exausta. O pessoal da organização que esperava na praça, nos parabenizou, agradeci todos os auxílios, peguei o resto das minhas coisas com a Eliane, esposa do ciclista. Ouvi a seguinte frase de um deles da organização: “Fazer 300km de fixa é coisa de macho hein, foi foda, parabéns!”, sabia que era uma boa intenção, um elogio que ele queria fazer, mas não resisti e disse que não era só de “macho” e eu estava ali como prova disso.

>300km depois... (Foto: Facebook do Audax)

E ainda ganhei uma carona até o hotel, porque não sentia mais minhas pernas, parecia que estava com pés de pato para andar. Mal aguentei subir as escadas do hotel, entrei no quarto, estava imunda, as meninas estavam dormindo, mas acordaram, perguntaram se eu havia conseguido e me parabenizaram, logo tornaram a dormir, hehehe. Tomei um banho dos deuses, deitei na cama com um sorrisão, achei que ia dormir no mesmo milésimo de segundo, mas apesar de estar imensamente esgotada, minha mente rodava todo o percurso de novo na minha cabeça como se fosse um filme e o corpo gritava de dor em qualquer posição na cama, depois de muito tempo consegui dormir um pouco.

no hotel, metade pra cima: imunda! (Foto: Jeanne-sonâmbula)

Acordamos, estávamos todas muito felizes, satisfeitas, e compartilhando as dores no corpo. Chamamos os meninos para almoçar conosco e fomos embora tod@s no mesmo ônibus.

vergão pra quê te quero (Foto: Bruno Gola)

Sentia uma auto-suficiência, determinação e uma capacidade para acreditar em mim, inéditas. Liguei para minha mãe para contar o feito, ela não deu a mínima, ainda disse que preferia um diploma da faculdade, mas não me abati pela primeira vez, de tão segura que estava, (ela tinha sido contra eu viajar pra Boituva desde o começo, me deixando tão pra baixo que quase desisti de ir) não deixei de me sentir feliz dessa vez; depois ela percebeu que me fez bem significativamente. Ela costumava me dizer, antigamente, que precisamos apenas de 3 “a” para sobrevivência: água, ar e alimento, e eu acrescento mais um: afeto, o restante são valores que criamos. => to pensando em tirar isso, ou uma parte da frase, não sei, acho que dá uma discussão grande e tá simplificado demais…

Bom, a “ferramenta” Audax como um passo inicial em meu tratamento, me fez dar uma grande avançada e fui progredindo depois disso, as mudanças foram também intensas, não é fácil conhecer a si mesm@, até porque mudamos constantemente, e continuo conforme meu ritmo, meu limite, como foi no Audax. Quando voltei a SP, a repercussão d@s amig@s foi tão maluca que me deixou tímida, e feliz, claro. É lindo pedalar, é transgressor e sublime, é descobrir autonomia dentro de si, é emancipador, é inspirador para a vida ser experimentada de novas formas e conhecer pessoas, é se perceber forte e frágil ao mesmo tempo, é completamente familiar e novo, é perceber além, é singular como cada gênero musical, é sedutor e é tesão, é quebrar mitos, objetiva e subjetivamente nos traz outros ares, e raramente é entediante, mesmo sendo o mesmo trajeto.

a fixa bike fixa

Reparei que entre eu e a bicicleta existe um cordão umbilical invisível, por isso estando com e sem qualquer companhia, por quaisquer caminho é sempre muito bom pedalar! Quando não pedalo, (como estou há várias semanas, tal como diz Dostoiévski, em Crime e Castigo, endomingada, devido a uma fratura) parece que estou deixando de alimentar meu corpo-mente de alguma necessidade vital. Como pensava há muito tempo em tatuar uma bike, mas esperava um motivo especial, além dos já conhecidos, achei que esse era o momento ideal, pois foi marcante, e semanas depois tatuei uma bike fixa. E me atrevo a nomear esse feito como meus “primeiros” 300km, porque não pretendo que seja o único, quero repetir a dose e quem sabe superá-la mais e mais. Que venham os próximos Audax! E outras cicloviagens, passeios, amizades, caminhos, descobertas, lutas, façanhas, ventos que acariciam os cabelos, aromas, dilemas, paisagens, sons, sabores, saberes, gentilezas, cores, etc. Pronto, acabei o relato, plin.

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23 Respostas para “Meus primeiros 300km (Parte 3)”

  1. Ritinha 15/09/2010 às 10:22 AM #

    lindo
    lindo
    lindo
    e inspirador
    que Deus abencoe sua vida grandemente!
    um beijo

  2. Camila Oliveira 15/09/2010 às 11:23 AM #

    Sarinha, quanta garra e determinação!
    O relato foi incrível, me senti um pouquinho no Audax e no final ainda pude comemorar junto, me sentindo uma vitoriosa:)

    Você foi solidária, inspiradora e, acho que principalmente, soube dar o devido valor à sua conquista!

    Há tempos sinto a transformação positiva da bicicleta em minha vida e compartilhar experiências tão ricas como a sua sem dúvida é fundamental para que mais e mais pessoas se abram à todas essas possibilidades transformadoras!

    Parabéns pelas conquistas!
    Super beijo e muita admiração!!!
    Camila

  3. Joaquim 15/09/2010 às 12:04 PM #

    Li cada uma das partes do seu relato e já na primeira estava impressionado!
    Parabéns, você é uma inspiração pra todos nós!

  4. Som do Roque 15/09/2010 às 12:38 PM #

    1ª Bicicletada Nagô – Bicicletada em Salvador – 24 de Setembro de 2010.

    CONVITE
    http://somdoroque.blogspot.com/2010/09/bicicletada-nago-bicicletada-em.html

    Junto com outras metrópoles mundiais, Salvador passa a ter Bicicletada.
    Movimento sai nas ruas em horário de pico reivindicando melhorias no sistema cicloviário e mobilidade urbana.

    Acontece nas ruas de Salvador no dia 24 de setembro (2 dias após o Dia Mundial Sem Carro – 22 de setembro) a 1ª Bicicletada Nagô, com cidadãos usuários da bicicleta como meio de transporte preferencial dentro da cidade. Sem se autodenominar ciclistas ou ciclo ativistas, o grupo pretende realizar coletivamente, num trajeto que vai do Shopping Iguatemi ao Largo de Santana no Rio Vermelho, o que já fazem no seu dia-dia: sair nas ruas de Salvador pedalando. O objetivo é chamar atenção para a presença da bicicleta no trânsito, estimular a sua inserção no cotidiano urbano como um meio de transporte eficiente e prazeroso e incentivar a inclusão deste modal no planejamento da mobilidade urbana de Salvador.

    Não há fontes seguras sobre o número de usuários de bicicleta como meio de transporte em Salvador. No entanto, nota-se que este público é expressivo, principalmente entre a população de baixa renda, o que contrasta radicalmente com o investimento dos órgãos competentes para a inclusão de quem pedala nos planos de transporte urbano.

    Falta um planejamento cicloviário ostensivo para a capital baiana, que inclua Lei Orgânica do Sistema Cicloviário (que, por exemplo, obriga estabelecimentos comerciais a terem um número mínimo de vagas em bicicletário, proporcional ao número de vagas de carro), sinalização de compartilhamento de vias e calçadas, ciclofaixas demarcadas, as ciclovias segregadas existentes são poucas, a maior parte destinadas prioritariamente ao lazer. Não há interligação entre o modal bicicleta e outros meios de transporte, como ônibus, trens, barcos e elevadores municipais e bondes planos-inclinados. Sobretudo, fica evidente que Salvador é uma cidade largamente organizada em função do tráfego de veículos motorizados, deixando para os usuários de bicicleta e pedestres uma grande insegurança.

    O grupo sairá da praça em frente ao Shopping Iguatemi, na avenida ACM, chegando até o Largo de Santana, no Rio Vermelho, reunindo-se para a partida às 18 horas, buscando atingir o grande número de pessoas que enfrenta o horário de pico no trânsito soteropolitano. Inspirada nas bicicletadas realizadas mundialmente nas grandes capitais, a bicicletada Nagô acontecerá todo mês, sempre na última sexta-feira.

    O movimento Bicicletada acontece em outras grandes metrópoles como Nova York, São Paulo, Los Angeles, e mesmo em cidades menores, como Aracajú, há quase uma década. Em outros países, é mais conhecido como critical mass, que significa massa crítica referindo-se à quantidade númerica e qualidade intelectual dos participantes. Quando uma bicicletada intervém no trânsito em horário de pico, espera intencionalmente piorar algo que já é bagunçado, para que assim possa melhorar. O movimento convida todas pessoas que pedalam e que se interessem pelas causas defendidas.

    Serviço:

    O quê: 1ª Bicicletada Nagô

    Quando: Dia 24 de setembro, às 18h

    Onde: Partindo do canteiro central da Avenida ACM en direção ao Rio Vermelho

    OBS: Aberta aos cidadãos que pedalam na cidade, aos que desejam pedalar, aos simpatizantes…

  5. Jeanne 15/09/2010 às 12:55 PM #

    Haha, tatuagem “semanas” depois? Dois dias depois seria mais acurado, linda! Você chegou e já foi fazendo! ;)

    Eu ainda não fiz a minha, mas foi no Audax que decidi que queria uma. Foi um turning point pra mim, como foi pra você. Inesquecível. E foi legal que a gente possa ter compartilhado esses momentos lá. Foda, foda, foda.

    E agora, gata, rumo a Paris? \o/

  6. diana 15/09/2010 às 4:05 PM #

    como disse a camila, muito inspirador.
    continue escrevendo.
    beijo

    • Vivian Lika 15/09/2010 às 7:21 PM #

      É isso aí Sarinha!!!
      “Reparei que entre eu e a bicicleta existe um cordão umbilical invisível, por isso estando com e sem qualquer companhia, por quaisquer caminho é sempre muito bom pedalar!”

      LINDO, Lindo, ARRASOU!!!

  7. Shadow 15/09/2010 às 7:47 PM #

    Parabéns Sarinha! Só fiz metade do seu caminho, e ainda assim tinha a mesma (tá, talvez não a mesma) sensação de realização que não dá pra descrever. Espero conseguir fazer os 300km como você, e com você, guerreira!

  8. Aline Cavalcante 16/09/2010 às 10:46 AM #

    só agora tive tempo pra ler seu relato completo.. sarinha.. QUE ORGULHO!!!! nossa!! ja disse um milhão de vezes, mas nao canso de repetir: POUCAS FAZEM!!!!!!!!!!!!!!!! PA-RA-BENS

  9. Albert 16/09/2010 às 11:23 AM #

    Poucas fazem mesmo! PARABÉNS!

    Emocionante Sarinha! As pessoas podem ter dinheiro e poder, isso é fácil; o auto-conhecimento é o maior desafio!

    Já falei e repito: sou seu fã!

  10. murilo 16/09/2010 às 3:10 PM #

    Parabéns. O feito é incrível, mas mais impressionantes são sua determinação e capacidade de superação. Mais que um esforço físico, é um desafio psicológico. Contra tudo e todos você foi lá e rodou 300 km numa bike fixa.

  11. Karin 17/09/2010 às 3:59 PM #

    Confesso que qdo vi o tamanho do texto fiquei com preguiça… mas começando a ler não consegui parar mais, sorri, chorei, foi inspirador e emocionante seu relato. Parabéns!!!!

  12. Rodrigo Primo 20/09/2010 às 12:38 AM #

    Emocionante e inspirador!

  13. Marcos Flavio 20/09/2010 às 1:04 PM #

    Parabéns!!!, Estou treinando para o Audax 200 e depois de ler o seu texto (muito bem escrito), me sinto na obrigação de completar a prova, achei incrível fazer isso em uma bike fixa, mandei o link do seu relato para todos que conheço pois o seu feito serve de exemplo e motivação para qualquer que seja a prova ou obstáculo que a pessoa esteja enfrentando!!!!

    Meus PARABENS!!!!!

  14. Rodo 23/09/2010 às 4:10 PM #

    POUC@S FAZEM, POUC@S!!!!
    não fiquei (muito) surpreso quando da segunda feira depois do audax falaram que vc tinha completado os 300km de fixa.
    Parei de duvidar de vc na nossa viagem para Sorocaba, eram só 100km, mas vc estava virada, mas puxou o bonde e pedalou forte pra caralho.
    Nesse dia eu confesso que eu pensei. a Sarinha veio virada da balada e vai dar trabalho na viajem e como o senhor ciclista que “desistio de desistir” eu fiquei de cara com a sua capacidade.
    Quando sua pata estiver nova, audax 200 em dezembro vou tentar andar junto com vc de fixa.
    bjs

  15. Rodo 23/09/2010 às 4:12 PM #

    POUC@S FAZEM, POUC@S!!!!
    não fiquei (muito) surpreso quando na segunda feira depois do audax falaram que vc tinha completado os 300km de fixa.
    Parei de duvidar de vc na nossa viagem para Sorocaba, eram só 100km, mas vc estava virada, mas puxou o bonde e pedalou forte pra caralho.
    Nesse dia eu confesso que eu pensei. a Sarinha veio virada da balada e vai dar trabalho na viajem e como o senhor ciclista que “desistio de desistir” eu fiquei de cara com a sua capacidade.
    Quando sua pata estiver nova, audax 200 em dezembro vou tentar andar junto com vc de fixa.
    bjs

  16. SÍLVIA 28/09/2010 às 10:54 AM #

    (VOU SER MAIS UM POUCO REDUNDANTE) LINDO O SEU RELATO!!! FANTASTICO, EMOCIONANTE, INSPIRADOR, CONTAGIANTE… EU JA FUI TRABALHAR DE VOLUNTARIA NO AUDAX E REALMENTE O AFETO FAZ UMA DIFERENÇA ENORME. E ESSE “SENHOR QUE DESISTIU DE DESISTIR” SE EU NÃO ME ENGANO É UM CURITIBANO MTO LEGAL! ELE ESTAVA NO AUDAX Q EU TRABAHEI. E ACHEI MTO LEGAL VC, SERVIR DE EXEMPLO DE GARRA E PERSEVERANÇA PRA ELE! NÃO SO PRA ELE COMO PRA TDOS QUE QUEREM ULTRAPASSAR SEUS LIMITES E PROVAR QUE COM UMA BIKE PODEMOS TD!!!

    MAIS UMA VEZ PARABENS E SE DEUS QUISER ATE DEZEMBRO NO AUDAX 200, MAS NÃO VOU ESTAR DE FIXA…. HEHEHEHE

    BJINHUS
    =P

  17. enio PAiPA 28/09/2010 às 11:01 AM #

    “Emocionante e inspirador”
    Faço das palavras do Rodrigo Primo as minhas…

    Quando fiz minha primeira cicloviagem, fiz sozinho sai na madruga.. E ler seu relato foi lembrar tudo, até do momento que lágrimas quiseram escorrer pelo meu rosto. Não escorreram não sei porque (acho que pela falta de água no corpo)… =)

    Muito phoda! Parabéns!

  18. Márcio Campos 15/10/2010 às 12:06 PM #

    Essa menina vai longe ainda…400, 600, 1200 se quiser…

    É, isso só reforça minha antiga conclusão. É a cabeça quem manda no corpo. E já sendo pouco original, cito …”e não sabendo que era impossível, foi lá e fez”.

    É assim, não complica muito, não deixe os monstros crescerem na mente. Mente é mestre, corpo é servo.

    abraço e bj Como está esse pezinho, pequena ?

    Márcio Campos

  19. Jonatha 22/12/2010 às 5:35 PM #

    Dá-lhê Sarinha,
    Quer dizer que os 100km de sábado não tinham como te assustar mesmo, parabéns pelo relato e pelo pedal!
    Fiz umas fotos legais suas e coloquei no meu flickr: http://www.flickr.com/jonathaj

    Beijão e boas pedaladinas!
    Jou

  20. Davi Marski 21/11/2011 às 5:47 PM #

    Acabei de ler o seu relato (e conhecer o blog !!). Parabéns por tudo viu ?!

  21. Fábio Tomaz 16/03/2012 às 3:27 PM #

    Olá, querida. Parabéns pelo grande desafio enfrentado. Eu também desejo praticar Audax, começando nos 100K e terminando nos 1.200K. Quero deixar claro que o seu relato inspira confiança aos novatos como eu. Meus parabéns! Não vou esquecer desta história. Um abraço de seu mais novo admirador. Fique em paz e “pedale” bravamente contra suas fraquezas e contra as dificuldades que aparecerem a você nesta existência. =)

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  1. Audax « Vagomundo's Blog - 08/12/2010

    [...] é bem comprido, tem de ser reservada para aquele dia com tempo e paciência: Parte 1 , Parte 2 e Parte 3 [...]

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