Arquivos | julho, 2011

Oficina Aprendendo a Pedalar

27 jul

É esse domingo, dia 31/07 a partir das 15h, na Praça Vegana (em frente à frutaria, perto da Av Angélica). VENHA APRENDER A PEDALAR COM AS PEDALINAS!!!

Não precisa levar bicicleta, vamos compartilhar as nossas!!!

Oficina MISTA!

=)

(Flyer by Marina e Arthur)

Meu Primeiro Veículo e a Maioridade

25 jul

Eu me pergunto se algum(a) jovem não ansiou pela maioridade.

A liberdade, a autonomia, você donx das próprias pernas, das próprias escolhas…independência.

E o anseio para conduzir o primeiro veículo? Sair à hora que quiser, não depender de carona, ônibus, metrô, mãe, pai…

Não sou uma jovem tão diferente das demais. Também sonhava com a independência e a autonomia de um veículo. Meus pais só tiveram carros quando eu era muito pequena, então desde minhas memórias mais precisas, lembro de ser dependente do caótico – e caro – transporte público de São Paulo.

Segui assim, de condução em condução até os dezoito anos.

Um dia, fui conduzida até a Verdurada, um evento que reúne música e vegetarianismo. Quem diria que assuntos já tão familiares para mim guardavam como surpresa um encontro que mudaria a minha vida?

Encantei-me de brilhar os olhos ao ver um grupo de mulheres que  apresentavam uma perspectiva incrível: eu poderia ter minha independência. Não, eu não precisava pagar uma carta, nem um carro que custa infinitas vezes o meu salário. Ficar presa por horas congestionando, poluindo e brigando no trânsito? Também não. Eu poderia ser livre. Eu poderia pedalar por São Paulo.

Ok, você deve estar se perguntando: o que tem de tão novo nisso?
Acontece, amigxs, que ninguém nunca tinha dito que eu podia.

Poderia ter chegado nessa conclusão sozinha? Dificilmente.

É que eu não mencionei um pequeno detalhe…eu não sabia pedalar.

 Enquanto me maravilhava, a palestra chegava ao fim, e quando me dei conta, elas abriram o debate para quem tivesse qualquer dúvida.
Levanto, tímida e me dirijo a elas.
- Então…eu queria saber se…dá pra aprender a andar de bike depois de adulta? É que eu não sei e… (pronto, agora espero pelas risadas coletivas e um sonoro “Como assim não sabe?!”).

- Ah, com certeza! A gente quer fazer uma oficina disso. É engraçado como muita gente não sabe né? Nem parece que tem tanto.

Foi assim. Sem risadas coletivas, só um sorriso no rosto. Ainda esbarrei com essas gurias algumas vezes em alguns lugares do centro da cidade até que o aviso veio: elas iam mesmo fazer a tal oficina.

Fizeram. Com a ajuda da Jeanne e de todas as outras meninas presentes, eu me senti confiante pra fazer algo que gostaria de ter aprendido na infância. Eu pedalei.

Registro da primeira pedalada da vida, em maio, ainda incrédula do feito alcançado.

Meio torta, confesso. Estava com mais duas amigas, que também aprenderam a pedalar naquele dia. Divertimos-nos e falamos daquilo por semanas. Como foi incrível superar um medo tão grande, e sentir pela primeira vez o vento bater no rosto naquela velocidade, sem carapuças de ferro, sem janelas, tudo com a força das nossas pernas!

O que poderia ser só um aprendizado se tornou quase uma compulsão. Todo final de semana eu insistia pra pedalar. Ia aos encontros das Pedalinas, ou alugava uma bike no metrô. No começo, um medo paralisante me tomava mesmo que estivesse nas calçadas. Jogava o auto-controle para a guia e quase me ia junto. A cada pedestre que se aproximava eu parava, respirava e sofria de medo: não queria machucar ninguém.
Meu companheiro começou a me propor desafios: faz aquela curva ali, pedala lá, desce essa guia aqui. E eu ia, progressivamente, mas ia.

No mesmo mês em que aprendi a “dirigir”, completava dezenove anos. Já estava mais do que na hora de adquirir uma “máquina”, não?
Desejo cumprido. Na manhã que antecedeu em um dia e meio o meu aniversário, meu companheiro apareceu na porta com a minha linda.

Dei-me conta de que já percorria as ruas ao lado dos demais veículos. Posicionava e ocupava o espaço que me é de direito, sinalizando minhas ações e orgulhando-me dos progressos.
Todos os medos da infância sumiam a cada quarteirão que pedalava. Ralar os joelhos? Ora, já sei fazer curativos. Se sujar, me limpo, e se suar, me seco.

Meu transporte de ontem. Encostada após percorrer as ruas que levaram até o Parque do Ibirapuera.

Minha independência chegou aos dezoito, é fato. Transporta-me para onde quero, não importa a hora do dia ou da noite. Não gasta combustível, não emite poluentes, é barata de adquirir e de reparar. Estaciono em qualquer lugar, e quando todos param em fila, sigo por algum canto com um vento no rosto que parece estampar, automaticamente, o retrato da felicidade nos meus lábios.
________________________

Dica preciosa: se você também tem vontade de pedalar sua autonomia pela cidade, mas não aprendeu como se equilibrar nas duas rodinhas até hoje, aguardem as próximas notícias! As Pedalinas terão outro evento especial para vocês!

São Paulo bicycle life

25 jul

Vejam as impressões do Mikael Colville-Andersen – autor do Copenhagenize – sobre São Paulo e sobre as pessoas que pedalam por aqui, vale a leitura (em inglês): http://www.copenhagenize.com/2011/07/sao-paulo-bicycle-life.html

A visita dele foi inspiradora pra mim (Aline) por vários motivos. Entre eles, por que finalmente percebi que ser “cycle chic” é mais do que pedalar bem vestido. Essa expressão está muito (muito muito muito muuuuuuuuuuuito) além da discussão sobre o guarda-roupas + bicicleta. Hoje acredito mais ainda no poder revolucionário que representa quando alguém usa a bicicleta vestindo roupas comuns, do dia-a-dia ou até mesmo pensar em se produzir antes de pedalar.

A palestra do Mikael e as conversas que tivemos com ele (seja na bicicleta ou bebendo cerveja na mesa do bar) mostraram que não tem nada de fútil ser “cycle chic”. Nesse sentido, talvez a expressão “chique” tenha ganhado outras interpretações e formas com o passar do tempo. Mas quer saber?? Dane-se!! Que cada um tenha direito de ser e se sentir CHIQUE da maneira que preferir.

**Reflita: absolutamente em nenhum momento falamos sobre beleza, moda, combinações, fashionistas, SPFW, cores, tons, etc com o Mikael – referência maior quando o assunto é “cycle-chic”..**

Sao Paulo Bikecapetas from Copenhagenize on Vimeo.

Revista Informar

22 jul

A Revista Informar desse mês vem com uma matéria super completa e bacanérrima sobre Cycle Chic e pedalar com roupas comuns! A jornalista Janaína Quitério – que também é uma Pedalina – juntou Verônica Mambrini, Joana Rocha, eu (Aline), João Lacerda, Daniel Guth e Renata Cardamoni pra uma sessão super linda na nossa Praça d@ Ciclista. Ainda tem fotos do Rafa Rodo e Fernanda Guedes, na capa.

Já tinhamos adiantado alguns clicks dessa sessão: Veja aqui

A Revista Informar não está disponível online e sua distribuição é gratuita no litoral de São Paulo.

Clique na imagem para ampliá-la!

LibVee

21 jul

Quem participou do evento em SP no último domingo sabe dos diversos problemas que as bicicletas apresentaram. Por isso a fabricante promete providenciar os consertos necessários neste fim de semana no Memorial da América Latina, confira aqui.

Mas além de fazer essa divulgação do conserto, gostaria de deixar um AGRADECIMENTO ENORME às Pedalinas que estiveram no evento, principalmente as não inscritas, que foram até impedidas grosseiramente pelos organizadores de se juntar ao pessoal de camiseta azul, mas que não pouparam esforços para consertar as bicicletas dos participantes que ficavam pelo caminho, utilizando suas próprias ferramentas e colocando em prática os conhecimentos adquiridos nas Oficinas do coletivo!

Foram muitas Anas, Alines, Carinas e Evelyns que, movidas pela solidariedade, fizeram a diferença naquela fatídica noite.

O mesmo agradecimento aos meninos (pedalinos? pedalindos! hehe) que por ali estavam por acreditar no propósito de colocar mais ciclistas nas ruas e que sacaram as ferramentas e fizeram o que podiam no intuito de ajudar quem precisava. Willians, Joãos e muitos mais!

É esse espírito de cooperação, coletividade, respeito e consideração pelo próximo que nos move! Um grupo não é grupo se alguém foi deixado pra trás!

 

 

Que fique o exemplo aos organizadores deste e de outros eventos de bicicleta.

 As PESSOAS tem que ser mais importantes e não a fluidez, o horário ou uma pulseirinha numerada. É a interação que faz a diferença!

A vivência que queremos é a humanização das ruas. E as grandes mudanças vem da paixão das pessoas.

Capetas

20 jul

Rolê dominical, fixed-no-breaks na Avenida que mais amamos <3

BikeCapeta, trabalhamos!

Untitled from cycloffee on Vimeo.

Vídeo do querido Albert!

Mulher dá exemplo de força e determinação!

18 jul

Um exemplo de força e determinação do sexo feminino ocorre em Conceição Jacuipe.
É comum se ver nos tempos modernos, mulheres assumindo funções originariamente ocupadas por homens.
Uma senhora com aparência tranquila de dona de casa trabalha há cerca de cinco anos com conserto de bicicletas.
Trata-se da dedicada e bem humorada Eliane dos Santos Alves, uma mulher de 45 anos com vitalidade de 30. Todos os dias ela encara uma oficina mecânica e dá conta de várias bicicletas.
“Só não faço abrir catraca e desempenar jante; assim mesmo, porque nunca me dediquei de verdade”, diz Eliane.
Ela nunca tomou um curso e, segundo a mesma, tudo que sabe, aprendeu com o cunhado.
Para Eliane, o trabalho mais complicado foi quando precisou enraiar jante.
“Mas isso foi logo de cara, pois, assim que você pega a manha fica fácil”, diz a mecânica.
Segundo Francisco, cunhado de Eliane e dono da oficina Afoncicles Peças, localizada na Rua Sérgio Carneiro, centro da cidade, o trabalho desenvolvido pela assistente é bem melhor que alguns ajudantes do sexo masculino que já tentou contratar no passado.
“Ela trabalha muito bem, melhor que muitos que já trabalhou aqui. Desempenha bem suas funções. O fato de ser mulher em nada atrapalha”, diz o dono da oficina.
“No início algumas pessoas estranharam, mas hoje todo mundo confia em meu trabalho e não falta serviço”, comemora Eliane arrumando o eixo de mais uma bicicleta.

Marie Claire

18 jul

Eu nem sei como se pronuncia o nome dessa revista, mas as Pedalinas estão chiquérrimas e participaram da seção “Está mais fácil andar de bike” no site da Marie Claire ao lado dos Bike Anjo e Eu Vou de Bike. A abordagem da matéria é bem bacana, de incentivo mesmo.

Só espero que dizer que bicicleta “ta na moda” não signifique que seja passageiro. A bike está mesmo em evidência, mas veio pra ficar.

 

conversas sobre bicicletários

18 jul

No município de São Paulo, há uma lei que obriga “os edifícios públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios, parques e outros locais de grande afluxo de pessoas” a possuírem bicicletário (trecho do artigo 8º da lei 14.266/2007).

- Hum, você parou pra pensar durante 5 minutos e percebeu que conhece um estabelecimento que descumpre, acertei?

Bem, não desanime, tenho uma história pra contar:

Em abril, o Estadão fez uma matéria, assinada pela Karina Ninni, com o Dr. Paulo Saldiva, que se locomove “de bicicleta pela metrópole desde os anos 70”, professor da Faculdade de Medicina da USP que estuda o ar de São Paulo (parêntese pra twitada do Hugo Possolo sobre o tempo seco desta cidade: “Cetesb, por favor, mude a classificação da qualidade do ar: Boa, Regular, Péssima e Uma Merda, que é o que está hoje“).

Na matéria, constava uma revelação indireta – o INCOR não possuía bicicletário, ou seja, descumpria a lei:

“Gosto mesmo de pedalar”, garante [o Dr. Paulo Saldiva]. “Você não pode falar que poluição faz mal e andar por aí de jipe Cherokee. Para que as pessoas ouçam o que você diz, tem de haver coerência.” Um exemplo de falta de coerência é o Instituto do Coração, onde Saldiva trabalha: ele não pode entrar de bike no estacionamento. “E é um lugar cheio de cartazes para as pessoas se exercitarem.”

Fiz um e-mail explicando a obrigação legal do INCOR à Ouvidoria da Instituição. Sem resposta, enviei outro, copiando a diretoria. Na semana passada, recebo então a feliz resposta:

“O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor – HC.FMUSP), há mais de três décadas vem trabalhando sob a filosofia de colocar os avanços da ciência e da tecnologia a favor da qualidade de vida e bem estar do ser humano. (…)

Sua manifestação referente a instalação de bicicletário foi devidamente apreciada pela Diretoria da Administração Predial e que informa:

Instalamos o bicicletário no Térreo-bloco I. O ciclista deverá dispor de corrente e cadeado para fixação da bicicleta

 A história serve para exemplificar que não é necessário um grande trâmite ou muita burocracia para se ter este direito observado. Quem sabe você não se anima?

Outro dia conto melhor, mas brigo atualmente com o Pão de Açúcar da Praça Panamericana, cujo SAC me disse que não “há espaço” para a instalação do bicicletário (#fail, hehe, todo mundo sabe que onde se estaciona um carro… se estacionam umas 10 bicicletas?!). Não tenho pressa. Uma hora sairá.

FOTOS PRA SE PENSAR: O Mercadinho Primata, no bairro de Itamambuca em Ubatuba, possui bicicletário. E a Padoca também. Segredo? Cultura. A lenda é que Ubatuba possui mais bicicletas que moradores [leia aqui]. A construção dos bicicletários foi feita em parceria com a Sociedade de Amigos de Itamambuca.

ATUALIZAÇÃO: O Anderson Rodrigues conta ao IG como conseguiu implantar um bicicletário onde trabalha, no Centro Empresarial de São Paulo “Decidi ligar e ir atrás de um responsável. As empresas podem ser parceiras nesta mudança de hábitos”, diz. Quando comunicou o seu plano para os anjos voluntários [vide reportagem], houve uma manifestação nas redes sociais o ajudando a pedir por bicicletários em empresas. Diante da pressão, neste mês, a companhia ligou para Anderson para dizer que o projeto está em andamento”. [leia tudo aqui]

- Viu? É possível sim.

Compartilhe!

15 jul

Na semana que o Secretário dos Transportes, Marcelo Branco, disse com todas as letras que acredita mesmo é no compartilhamento das vias, está reduzindo as velocidades máximas na cidade e irá inaugurar a primeira ciclorota sinalizada de São Paulo; Eu aproveito para compartilhar também esse vídeo de uma ação cidadã que cicloativistas fizeram há um tempo.

COMPARTILHE A RUA from andre farkas on Vimeo.

É emocionante encontrar essas plaquinhas por aí, eu já vi na Rua Domingos de Moraes e na Av Angélica, e em ambos os casos tinha gente olhando curiosa. Impossível não abrir um sorriso, concordam?


Depois disso resolvi fazer uma adaptação na minha bicicleta e confesso ter sentido os efeitos da existência dela: RESPEITO. Já vi gente tirando foto na rua, motoristas aplaudindo e filmando, ciclistas puxando assunto.

Mas mesmo adorando ver brotar essas ações de subversão – seja com plaquinhas, pinturas no chão, instalações na cidade – é imprescindível que o poder público entenda  tudo isso como um grande “apelo” dos ciclistas. “Oi! Olhem pra gente, estamos querendo chamar atenção pq existimos!!”

Agora com a iniciativa fantástica das ciclorotas compartilhadas vejo esse sonho e se tornando, aos poucos, uma realidade que não tem volta. A primeira será inaugurada pela CET-SP próxima semana na região do Brooklin/Chácara Santo Antônio e em breve teremos rota compartilhada no Centro de SP.

O motorista paulistano está se acostumando com as bicicletas no cenário urbano, sinto mais respeito e pessoas dando preferência à vida! VIVA!!!!!!!!!!

Fotos da Ciclocidade


Veja algumas matérias sobre a ciclorota:

Band

JP Online

CBN

Se liguem na alegria da queridissima Renata Falzoni:

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.540 other followers