O ritmo é forte e voltado para ciclistas experientes. Se você não tem medo de frio nem de correr, te esperamos às 20h30 na Praça da Ciclista
Pedal Noturno 29/set
28 setA rua é de todos. Mas e o parque?
20 set
Após minha primeira pedalada, fiquei toda animada a sair andando de bicicleta. Queria praticar ao máximo antes de voltar para a cidade-bicicletófila onde eu moro, lá bem acima do trópico de Câncer.
Como não me senti preparada para encarar o Encontro de Agosto das Pedalinas (por ainda ter receio de andar na rua, já que essa seria apenas minha segunda experiência sobre duas rodas), resolvi ir a um lugar mais tranquilo, onde eu pudesse praticar com calma, sem medo de carros, pedestres etc. E como eu também não tenho bicicleta aqui em São Paulo, o jeito foi ir a um lugar onde eu pudesse alugar uma. O lugar eleito para minha segunda aventura foi o parque Villa-Lobos. Teoricamente, seria um lugar super tranquilo para minha bicicletada iniciante. Teoricamente.
Aluguei a bike e, depois de praticar um pouco na entrada do parque, tomei coragem para encarar a ciclovia (que eles chamam de “ciclovilla”, wink-wink, nudge-nudge). É um lugar bem legal para iniciantes: ela é curta (tem apenas 3,5Km) e praticamente plana (tem uma subidinha que você quase não sente, e uma descidinha que é no mesmo esquema). O problema é que, nos finais de semana, pelo que eu vi, ela fica bem cheia – insuportavelmente cheia. E aí, para quem ainda não aprendeu a fazer curvas direitinho (como eu), a coisa fica mais desafiadora.
Por medo de atingir algum ciclista desavisado, quando estava muito perto de outra bicicleta (ou quando outra bicicleta estava muito perto de mim), freava, ia para o cantinho da ciclovia, grudava no meio-fio e esperava a onda de bikes passar antes de retomar meu passeio. E assim fui indo. Demorei um tempinho para completar os 3,5Km, mas foi relativamente tranquilo.
Uma coisa que notei, no entanto, foi a grande quantidade de pedestres caminhando, fazendo jogging, ou simplesmente passeando pela ciclovia.
E esse é um problema que muita gente encontra quando usa os espaços públicos, principalmente nas grandes cidades. Apesar de existir a tal “ciclovia” (ou “ciclovilla”, como quiserem), que deveria ser um espaço dedicado unicamente a bicicletas, velocípedes, triciclos e afins (como sinalizado nas placas, que lembram que é proibido que pedestres caminhem ou corram na ciclovia, devido ao risco de acidentes), é fato que as pistas para pedestres do Parque Villa-Lobos deixam a desejar e, em algumas partes, os pedestres não tem alternativa senão a de se enveredar pelo meio das bicicletas. E aí, além do risco de acidentes, há um risco ulterior ainda maior: o surgimento de uma certa hostilidade entre pedestres e ciclistas, com cada uma das partes achando que seu espaço foi invadido ou desrespeitado.
Sou corredora (muito) amadora de média distância e entendo que a falta de espaço adequado para pedestres e corredores ainda é um grave problema em São Paulo, mas sempre que estou em um espaço público, seja como pedestre, corredora ou ciclista (mais raro), tento prestar o máximo de atenção ao ambiente e às pessoas a minha volta. Mas nem todo mundo usa essa mesma regrinha. Na mesma ciclovia onde eu estava, ainda cambaleante, tentando aprimorar minhas curvas e freadas, havia um pessoal pedalando em altíssima velocidade (e arriscando manobras à la freestyle BMX) – ao lado de moças passeando com seus carrinhos de bebê!
Enquanto o problema dos espaços públicos de São Paulo ainda está longe de ser solucionado, vale lembrar que, para que o recadinho de “respeite o ciclista” realmente tenha impacto, é imprescindível que, em primeiro lugar, ciclistas respeitem ciclistas. E respeitem também, claro, pedestres. Além disso, é sempre importante que os pedestres prestem atenção ao trânsito de bicicletas no parques da mesma maneira que prestam atenção ao tráfego de veículos nas ruas. Antes de atravessar a ciclovia, olhe para os dois lados. E, se realmente não há um espaço exclusivo e seguro para pedestres, é ideal procurar manter-se à direita da ciclovia, permitido que as bicicletas possam fazer ultrapassagens de maneira segura.
Os ciclistas que frequentam parques, principalmente aos finais de semana, quando há mais famílias com crianças pequenas (tendo em mente aquela regrinha básica de que atrás de uma bola sempre vem uma criança), devem lembrar que os parques, assim como as ruas, também são de todos.
Agora, àquelas e àqueles que, como eu, aprenderam a pedalar recentemente e querem praticar em lugares mais “seguros” antes de tomar as ruas, um conselho: se possível, evitem os parques nos finais de semana, pois a lotação aumenta a ansiedade e o risco de acidentes. Imagino que as ciclofaixas sejam uma opção um pouco melhor, mas nunca usei (alguém?). E existe sempre a possibilidade de se voltar à Praça Vegana (mesmo quando as Pedalinas não estão dando oficina) e praticar por lá.
flagra
19 setNo café da Casa das Rosas (Av. Paulista, 37)
: sem hesitar, menino estaciona seu triciclo no bicicletário. Que aliás, como bem lembra a Carina, também é uma fixa.
Novas gerações emplacando na semana do Dia Mundial sem Carro!
Obras na ciclovia da Marginal Pinheiros
13 set
Na estação Santo Amaro da Linha Esmeralda (Osasco-Grajaú), estação que liga a Linha Lilás (Capão Redondo-Largo Treze).
Pelo visto, a inauguração dessa rampa um dia chega… Acompanhemos de perto. Hoje a ciclovia somente possui três acessos e serve para poucas pessoas. É até bonito que haja uma ciclovia para passear num final de semana. Bonito mesmo seria haver uma ciclovia para que todos os dias tivessem algo de final de semana.
+ saiba com detalhes no Vá de Bike
* Foto feita às 7h da manhã, no melhor do multimodal: 15 minutinhos de pedal + 30 minutos de trem + 30 minutos a pé.
Códigos… Não consegue ler os emails?
12 setEm Setembro tive a oportunidade de estar no encontro mensal. E conversa vai, conversa vem, algumas meninas disseram que os emails da lista vinham com códigos e que não sabiam como arrumar isso.
Bom, eu sofri com o mesmo problema, mas encontrei a solução, comentei que tinha como arrumar isso e tal.
E resolvi fazer um tutorial em vídeo para quem está passando por esse momento difícil de leitura em códigos =D
Caso queira ver as imagens da tela:
Mas… se depois disso tudo os códigos continuarem… ai o problema não é no email e sim no navegador. Então ai vão mais alguns vídeos… rsrsrsrs… conforme o navegador que você utiliza:
Chrome:
Internet Explorer:
Firefox:
Hum… pedalar? Eu? Ah, não sei.
6 setNo 7 de setembro, comemora-se a independência do país. Aí pensei que desta data tão de mentirinha, podíamos tirar uma outra independência… aprender a andar de bicicleta!, não quer? Durante o feriado, você dá uma pensada no assunto. E no próximo domingo, você comparece:
A oficina será mista, no dia 11 de setembro, domingo, às 15h - Praça Vegana, grátis.
Basta trazer a si mesma(o) e um pouco de coragem. O resto parece que é uma mágica, nunca descobrimos ao certo, e… bicicletas amigas!
.Relatos:
Esta atividade das Pedalinas já antecipa as comemorações do Dia Mundial Sem Carro.
Vem e ajuda a divulgar!
Birdwatcher urbana
5 set“Pra ver, os olhos vão de bicicleta até enxergar” – O Caroço da Cabeça – Marcelo Fromer / Nando Reis / Herbert Vianna
O birdwatching, ou observação de aves tem se tornado uma espécie de hobby que venho descobrindo já há algum tempo por causa das minhas pedaladas pela cidade.
Diferente dos “verdadeiros” birdwatchers, que se preparam para ir a campo nos horários mais propícios à observação de aves, cedinho ou ao entardecer, munidos de câmeras, binóculos, olhos e ouvidos treinados, eu, em cima de minha bicicleta, pelo simples ampliar dos horizontes que ela proporciona, passei a notar as aves da cidade, os diferentes cantos, cores, formas e comportamentos, tudo isso a caminho do trabalho.
Escolher caminhos alternativos e fazer deles meus trajetos de bicicleta pela cidade, além de mais seguro e agradável do que pedalar por avenidas, proporciona também grandes surpresas como ruas cheias de árvores, flores, e claro, aves.
Bem-te-vis, periquitos, sabiás, beija-flores, quero-queros e tantos outros. Seja pousado em uma árvore, num ninho em plena Avenida Rebouças ou cruzando a rua tranquilamente, eles enchem meus olhos e coração de alegria. Fico pensando se sempre estiveram ali sem serem notados, ou se surgiram há pouco. Onde foram parar os pardaizinhos da minha infância que hoje não vejo mais? E esses periquitos verdinhos que só notei há poucos meses?
Mantenho essas perguntas em mente como mistérios a serem descobertos aos poucos. Como leiga, me perco com nomes, espécies… dificilmente sei distinguir um bem-te-vi de um suiriri (qual dos dois mesmo é o que tem a listra branca na face?) ou o sabiá-poca do sabiá-barranco, mas me encanto ao vê-los e ouvi-los, me sinto privilegiada e desejo que mais pessoas os percebam em seu dia-a-dia.
Raramente consigo fotografa-los, seja por não estar com a câmera, ou porque é meio difícil mesmo já que são ágeis e somem quando menos se espera, mas os registros ficam, talvez ainda mais valiosos, por estarem somente em minha memória.
Lembro da primeira vez em que ouvi a vocalização de um papagaio selvagem, aqui, na pracinha na frente de casa, bem diferente do “loro, loro” que infelizmente paira nas gaiolas por aí. Não foi necessário muito esforço pra perceber que o casal vem dormir aqui na praça, saindo de manhazinha, sempre na mesma direção. Pra onde será que vão? Onde passam o dia?
Aos poucos vou descobrindo as respostas, mas uma coisa é certa, meus dias ficam mais felizes por causa destas aves encantadoras!
















