Archive by Author

Encontro de Dezembro

30 nov

flyer: @gabikato

E dezembro chega com um novo passeio de bike das Pedalinas!
Nesse pedal tranquilo só para garotas, iniciantes são sempre bem-vindas!

Data: Sábado, dia 3 de Dezembro
Horário: A partir das 15h
Local: Praça d@ Ciclista (Av. Paulista x R. da Consolação)!

Qualquer dúvida, é só se inscrever na lista de e-mails e mandar uma mensagem, ou enviar um e-mail a pedalinas.sp@gmail.com.

Sobre bolsas e guidões

24 set

texto e ilustração: @gabikato

Espero que isso já possa ser de alguma utilidade para alguém no cotidiano. Até porque nem todos precisam de alforges grandes no bagageiro para ir ao trabalho ou a uma balada, rs.

Bike no metrô e um pouco de paranoia

8 ago

Uma tirinha rápida lembrando um episódio não muito agradável que vivenciei no sábado à noite. (Espero que não esteja tão mal desenhado a ponto de ninguém entender…)

Mas, como nem tudo é coisa ruim, logo depois apareceram mais duas garotas simpáticas com bikes, e entreguei a elas flyers das Pedalinas, rs. Elas são de Santo André e fazem hambúrgueres de soja pra vender. Tô prevendo quitutes vegetarianos no próximo passeio. =)

Encontro de Agosto

5 ago

Flyer: @gabikato

Encontro mensal das Pedalinas!
Sábado, dia 6 de Agosto, nos encontraremos novamente da Praça d@ Ciclista (Av. Paulista x R. da Consolação)!
A partir das 15h, as meninas se reunirão para sair em um passeio de ritmo tranquilo, onde iniciantes são sempre bem-vindas. Ninguém fica pra trás!

Bora espantar o frio e sair em um passeio bacana!

Qualquer dúvida, é só se inscrever na lista de e-mails e mandar uma mensagem, ou enviar um e-mail a pedalinas.sp@gmail.com.

Quem faz 15, Faz 100 (Km)!!!

6 jul

Há tempos, eu cultivava a ideia de pegar a minha bike e sair viajando por aí, mas, por “n” motivos, adiei a minha primeira cicloviagem por mais de um ano. Até que, umas semanas atrás, foi confirmado que se realizaria a 1ª cicloviagem organizada pelas Pedalinas, especialmente para iniciantes!

A princípio, vieram três pensamentos à minha mente:
1) Nossa, estou há mais de dois meses sem chegar perto da minha bike, e meus trajetos casa-trabalho dificilmente ultrapassam 15 Km. Será que vou aguentar?
2) Putz, a previsão do tempo diz que vai chover no sábado… Como faço?
3) Daaaane-se!!! Eu vou!!!

Logo, tive que tomar vergonha na cara e sair atrás de várias coisas para a minha bike. Revisão, instalação de para-lamas e bagageiro, compra de câmaras reserva (para o caso de furar o pneu) e procura de alforge ou caixote para levar a minha bagagem.

No final, resolvi essa parte de “carregamento” com um cestinho de arame emprestado da Carina, que prendi no bagageiro com enforca-gato (também conhecido como abraçadeira ou fita Hellermann) cedido pela @pedaline. Para segurar a mochila dentro do cesto, usei uma rede de elástico, com presilha estilo aranha.

Redinha pra prender por cima do cesto e não deixar tudo voar

A rede de elástico em ação, segurando as minhas tralhas. (foto: @pedaline)

Providenciadas essas coisas básicas, fiquei torcendo para que não precisasse de capa de chuva também e… TCHARAM! Na sexta-feira, o site de previsão do tempo se atualizou e antecipou só uma manhã nublada, em vez de chuva!!!

Com uma certa dose de milagre, consegui acordar cedo no sábado e fui à Praça d@ Ciclista me encontrar com as meninas que me acompanhariam na viagem.

Madrugando na Paulista. (foto: @pedaline)

Todas reunidas, saímos às 8 da manhã e fomos enfrentar uma das partes mais tensas do trajeto: a saída da cidade de São Paulo. Primeiro, subimos dois viadutos para atravessar as marginais Pinheiros e Tietê, trocamos de faixa para subir a alça de acesso à rodovia Castelo Branco, mega adrenalina para atravessar a pista e tals.

Passados esses momentos de tensão, o restante da viagem foi bem tranquilo, com apenas um furo de pneu entre as meninas. Contudo, esse pequeno contratempo logo foi resolvido com uma bomba de ar pra quebrar o galho e com um kit remendo (item essencial para se carregar a qualquer momento de bike) no primeiro posto onde já planejávamos parar.

Entre os Km 34 e 37, uma subidinha que exigiu um pouco mais de nós. Não era muito íngreme, mas não era precedida por uma descida que pudéssemos aproveitar para pegar mais embalo e facilitar a subida. Foi o primeiro desafio psicológico que enfrentei, contornado com marchas engatadas no modo mais leve e uma pedalada beeeem mais devagar. Sempre com as meninas acompanhando o ritmo ou parando para esperar quem ficava para trás.

Paramos no Km 53 e algumas de nós fomos comer um almoço de respeito. Uma dica que a Evelyn deu é que, apesar de ter dois restaurantes caros logo à vista da estrada, ao fundo de um posto para caminhões ao lado se encontra um restaurante de prato-feito a R$8,50. E muito bom. Para quem é vegetariana, é só conversar com @ atendente, que preparam porções à parte.

Km 53, metade do caminho!

Depois, a subida ao longo de 11 km. Nada muito íngreme também, e bem mais leve do que a do Km 34. E a recompensa foi a mega descida gostosa com direito a um trecho entre paredões de pedra. Atingindo 60 km/h de bike.

Ah, certo, não nego que rolou dores nos braços e costas, além de ter que ficar mudando a posição em que me sentava a toda hora. Nada muito sofrido, porque ainda consegui me levantar, andar e pedalar no dia seguinte, rs.

Pernoitamos na casa dos pais da Evelyn, atenciosos e muito simpáticos, e conhecemos a irmã mais nova dela. Nos enchemos de pizza, algumas até de cerveja (lógico), e no dia seguinte devoramos churrasco.

Passeio pela cidade e visita ao apiário? Pffff… No sábado a gente chegou só a fim de tomar banho, jantar e conversar. E capotar de sono. No fim, a gente ficou comendo e colocando a conversa em dia. Talvez uma próxima vez a gente pegue um feriado prolongado pra passear mais, hueheuheue.

No domingo, pegamos um trecho de ciclovia até a rodoviária, onde pegaríamos ônibus de volta a São Paulo, e foi lindo passar por ruas praticamente vazias.

Mais lindo ainda foi passar ao longo de um rio que não fedia…

Uma coisa que aprendi com essa viagem é que, por mais que haja o pensamento do sedentarismo assombrando a gente, devagar e sempre chegamos (um bocado) longe. Afinal, de bike, quem consegue pedalar 15 km já está no ponto para enfrentar 100.

Editado: pra quem não foi por causa da previsão do tempo, pode ficar com mais invejinha ainda porque não caiu nem uma gota de chuva no caminho. E também não teve sol torrando as costas.

Editado 2: calça jeans não assou nem machucou, mas confesso que uma hora algumas partes do meu corpo começaram a ficar dormentes e formigando, rs. É provável que o estrago não tenha sido maior graças ao fato de ninguém ter precisado correr muito.

E malz pelo tom “meu querido diário” do texto. A ideia é mesmo só contar empolgada uma primeira aventura. =)

Alicate!!

16 jun

NÃO É CORRIDA!!
TODAS SÃO BEM VINDAS!
LOCAL: Praça d@ ciclista, Consolação esquina com a Paulista.

Também em Fixadas.

3º encontro do curso: Traçando caminhos

27 mai

A terceira aula do Curso das Pedalinas “Aprenda a Andar de Bicicleta”!!

Dicas de como se posicionar na via e de sinalizações. Importância de se pensar na rota. Como usar Google maps, Bikely e outros aplicativos. Declives e aclives. Caminhos mais seguros e agradáveis. Multimodal: usando o metrô e a CPTM.

Não é necessário fazer inscrição, o curso é gratuito, e não precisa ter comparecido às aulas anteriores. É só chegar! =D

Para mais informações, é só entrar na lista de e-mails e dar um alô. De repente, pode-se combinar de pegar bike emprestada. =)

Infos:

Sábado, 28 de maio
Horário 10h30
Local: Espaço Contraponto – Rua Medeiros de Albuquerque, 55 - Vila Madalena (veja o mapa)

Depois do encontro, às 14h, o grupo vai rumar para a Av. Paulista, para participar da Marcha da Liberdade, às 14h.

http://www.marchadaliberdade.org/

Yes! Convite para o encontro de fevereiro!

2 fev

Piquenique no parque Ibirapuera, com comidinhas e bebidas. E aulas para as iniciantes no pedal!

De preferência, tragam canecas (para evitar copos descartáveis). =)

Slow Bike

25 ago

Porque é uma ideia que eu também pratico. ;)

E contemplando o caminho.

Fonte: Minha Vida Eco-Chic
Arte: @LadyGuedes

Como colocar mais ciclistas nas ruas (matéria traduzida)

19 ago

(Matéria publicada na Scientific American, em tradução livre de @mchevrand e @gabikato e indicada pelo Vitor Leal.)

Ter que convencer as pessoas a trocarem seus carros por bicicletas – um meio de transporte bem mais sustentável – sempre foi uma pedra no sapato para os urbanistas ecologicamente conscientes. Apesar de ciclofaixas demarcadas nas ruas e “caminhos verdes” livres de automóveis terem contribuído para o aumento do número de ciclistas ao longo dos últimos anos, a parcela de pessoas que utilizam a bicicleta para o transporte ainda é inferior a 2 por cento, com base em vários estudos.

Pesquisas recentes sugerem que uma melhor estratégia para ampliar o grupo dos adeptos das pedaladas pode ser fazer uma pergunta bem recorrente: O que querem as mulheres?Nos EUA, viagens de bicicleta feitas por homens superam as feitas por mulheres na proporção de 2 para 1. Esta relação contrasta com o ciclismo nos países europeus, onde o ciclismo urbano é um estilo de vida e atrai tanto mulheres quanto homens – às vezes com predominância feminina. Na Holanda, onde 27% de todos os deslocamentos são feitos de bicicleta, 55% destes são feitos por mulheres. Na Alemanha, 12% dos trajetos são percorridos de bike, e, destes, 49% são por mulheres.

“Se você quer saber se uma cidade apoia o uso de bicicletas, pode esquecer todas as detalhadas tabelas de itens que indicam se ela é ‘pedalável’ –  basta medir a porcentagem de mulheres ciclistas”, diz Jan Garrard, professor sênior da Universidade Deakin, em Melbourne, Austrália, e autor de vários estudos sobre a bicicleta e as diferenças de gênero.

Mulheres são consideradas uma espécie de “indicador” para cidades “bike-friendly”, por diversas razões. Em primeiro lugar, estudos de disciplinas tão díspares como criminologia e educação infantil têm mostrado que as mulheres têm maior aversão a riscos do que os homens. E isso se traduz em demanda por infra-estrutura segura para usuários de bicicleta como um pré-requisito para pedalar. A mulher, na maioria das vezes, é quem faz as compras de casa e cuida das crianças, o que significa que as ciclovias precisam ser pensadas levando em consideração os destinos mais úteis e comuns no dia-a-dia para fazer a diferença.

Ciclovia ao longo da Nona Avenida em Nova York, que mantém os ciclistas fisicamente isolados do trânsito de automóveis. Tais planejamentos tornam os trajetos de bicicleta mais seguros e podem aumentar o número de mulheres ciclistas. (trad. da fonte)

“Apesar de nossa esperança de que as desigualdades entre as funções estabelecidas para cada gênero deixem de existir, elas ainda estão aí”, diz Jennifer Dill,  pesquisadora de planejamento e transporte na Universidade Estadual de Portland. Responder às preocupações das mulheres sobre segurança e praticidade ajudará a aumentar o número de pessoas sobre duas rodas, Dill explica.

Até agora, poucas cidades têm assumido o desafio. Nos EUA, a maioria das estruturas para os ciclistas consiste em ciclofaixas, que exigem do ciclista pedalar no trânsito entupido de veículos, observa John Pucher, professor de planejamento urbano na Universidade de Rutgers e estudioso de longa data do assunto “bicicleta”. E quando as cidades constroem ciclovias protegidas do trânsito das ruas, quase sempre elas são ao longo de rios e parques, em vez de traçarem rotas mais úteis como “para o supermercado, escola ou creche”, diz Pucher.

Embora os pesquisadores estejam examinando a infra-estrutura para a bicicleta na Europa há um bom tempo, eles estão apenas iniciando pesquisas nos EUA. Em um estudo realizado no ano passado, Dill analisou o efeito de diferentes tipos de instalações para bicicletas no ciclismo. O projeto, que utilizou GPS para registrar trajetos individuais de bicicleta em Portland, comparou as rotas mais curtas com aquelas que os ciclistas realmente seguiam na prática. As mulheres eram menos propensas do que homens a seguir em ciclovias de ruas movimentadas e preferiam sair um pouco de seus caminhos para passar pelas “bike boulevards”, tranquilas ruas residenciais com características especiais que tornavam o tráfego mais calmo para bicicletas. “As mulheres se desviavam das rotas mais curtas com mais frequência”, aponta Dill.

Outros dados apoiam tais constatações. Em Nova York, os homens são três vezes mais inclinados a se tornarem ciclistas do que as mulheres. No entanto, uma contagem de bicicletas mostrou que, em uma ciclovia no Central Park, 44% dos ciclistas eram do sexo feminino. “Dentro de uma mesma cidade você encontra disparidades enormes em termos de gênero”, observa Pucher.

Boa infra-estrutura por si só não irá melhorar o índice de mulheres quanto ao uso da bicicleta, os pesquisadores alertam. Em uma cultura dominada pelo automóvel, “iniciativas alternativas” também desempenham um papel, diz Susan Handy, um professor de ciência ambiental da Universidade da Califórnia, Davis. Em um estudo que será publicado em Transportation Research Record, Handy concluiu que “conforto” e “necessidade de um carro”, foram fatores importantes que influenciaram as taxas de ciclismo entre as mulheres, mas não entre homens. A necessidade de um carro é provavelmente ligada às tarefas domésticas comumente desempenhadas pelas mulheres, diz Handy, e isso poderia ser resolvido, em parte, por divulgações mostrando que as mulheres podem “saltar sobre uma bike do mesmo jeito como saltam para dentro de um carro.”

Alguns municípios estão começando a implementar uma “segunda leva” de estratégias que visam ampliar a demografia ciclística. Em Portland, uma cidade já conhecida por seu ciclismo urbano, o programa Women on Bikes é voltado para assuntos como a manutenção de um pneu furado. A cidade também está construindo sua primeira ciclovia em estilo europeu, isolada de carros e pedestres. Ao longo de todo o país, programas estaduais e federais de Rotas Seguras para Escolas estão criando ciclovias para as crianças, para que elas não precisem ser conduzidas de carro por seus pais.

Logo em seguida pode vir a cidade de Nova York, onde foram instalados cerca de cinco quilômetros de ciclovias protegidas do tráfego de automóveis. O crédito vai para a nova Diretora de Transportes Janette Sadik-Khan, que está desfazendo o foco de longa data que o departamento concedia aos caminhões e automóveis. Observações Pucher: “Uma ciclista tornou-se chefe do Departamento de Transportes, e coisas maravilhosas começaram a acontecer.”.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.540 other followers