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o que levar na bike? | parte iii

22 mar

Último (ou não) post da série o que levar na bike?.

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Estilo veganarquista sobrevivente na selva

“Dentro da minha messenger bag, que não é a bag de uma messenger, contém:

- Capa de chuva: toda embolada, porque eu não tenho paciência de dobrar direitinho.

- Espátulas para tirar o pneu.

- Kit remendo.

- Luvas, muito importantes para patas que vivem caindo, como moi.

- Capacete feat luzinha traseira, pelo mesmo motivo citado acima.

Bônus points!

+ Manual básico do Anarquismo (chamo assim) & Vitamina B12: tudo que uma veganarquista precisa para sobreviver na selva.

Outros por-que-não’s?

+ Bomba eu não carrego, porque sempre acho que terá algum posto por perto, onde eu encherei a bichinha com mais facilidade do que me matar com a minha tranqueira chinesa de ar.

Lencinhos umidecidos, retoque de maquiagem, parafernalha para o cabelo: thanks, but no, thanks. Tomo um banho de pia, e uso lápis de olho que não sai fácil. haha

Desodorante: dgaf. Uso um 24h e entrego pra deusa. Se feder, fedeu. Hahaha” – depoimento da lynda Esther Sá

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E, saindo um pouco do assunto sobre o que sempre carregamos, não poderíamos deixar de lado o que, às vezes, transportamos:

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A Cecilia, que retorna pra casa com plantas…

… e a Camila, com o jantar.

o que levar na bike? | parte ii

21 mar

Seguindo com a série o que levar na bike, apresentamos mais estilos sobre o que as ciclistas levam consigo.

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Estilo virginiana pós-prevenida

“Em tópicos, claro:

(a) mecânica: o mínimo pra trocar um pneu ou arrumar algo que deu errado – câmara (às vezes uma câmera tb, pra fazer fotos de flores); chave: veja se tua bike tem blocagem nos aros (aquela pecinha pra soltar o pneu rápido), senão é legal ter uma chave e um mínimo de noção de como usar; espátulas: pra soltar o pneu do aro;  bomba de encher pneu de mão e pano pra limpar a mão e pra ajudar na hora de fazer força.

(b) conforto: a maioria a gente já tem na bolsa (ou não) – lenços umedecidos e de papel, desodorante, escova, elástico e algum saco/sacola pra carregar algo, vai saber o que o mundo nos oferece.

(c) imprevistos/segurança: capa de chuva (lyndas aquelas amarelas de PVC!, em loja de construção sai uns r$ 10,00), lanternas pra bike (dianteira e traseira), lanterninha (com pilha!) e o tal jaleco refletivo se vc tiver coragem de brilhar… e muito!

(d) previstos/segurança:  caneta & o caderninho que ganhou de presente de natal pra anotar poemas” – Ana Rüsche

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Estilo sem lenço, sem documento, nativa de peixes

“Eu sempre carrego água, outra camiseta, desodorante e celular…é, sou optante do táxi ou do telefonema… não tenho muita “paciência” para parar e trocar pneus… admiro muito quem faz.
Inclui o protetor e as luvas que tinha esquecido de citar… ah, e minha mochila reflexiva… rs.” – Anna Gadelha

(continuará)

A Rua é de Todxs! Caminhada, Pedal e Piquenique – 25/03

20 mar

Andar na rua sem ninguém te atormentar deveria ser um direito de todo mundo. Mas não é. Algumas pessoas são assediadas. Por serem mulheres. Por serem transexuais. Por serem gays, lésbicas. Outras, correm risco de morrer ou ser atropeladas. Porque são ciclistas. Porque estão a pé, atravessando a faixa de pedestres.

Entendemos que isso não pode continuar. E nesse domingo, vamos nos encontrar para falar sobre isso, entre a gente e com as pessoas que encontrarmos no caminho. Um pedal e uma caminhada até o parque, aonde faremos um piquenique. E conversaremos. E trocaremos experiências. E nos afofaremos em virtude dos acontecimentos tristes do último mês – a perda de uma mulher e ciclista. Março é o mês da mulher, e um bom mês para lembrarmos que não queremos rosas, e sim, direitos. Como andar na rua. Sem ninguém encher o saco. Ou tentar nos matar.

A rua é de todxs. ;)

Imagem

p.s.: flyer lindo que a Gabi Kato fez.

p.s.s.: não esqueçam de levar comida para o piquenique!

p.s.s.s.: na Praça dx Ciclista, faremos cartazes e enfeitaremos as bikes com fitás lilás (a cor do feminismo). Mais ideias e iniciativas são muito bem-vindas. :)

o que levar na bike? | parte i

20 mar

Uma vez que a pessoa decidiu usar/testar a bike como meio de transporte, a perguntinha aparece. Deslumbradx com as milhões de possibilidades que o mercado de bugigangas inúteis-incríveis ligadas à bicicleta apresenta, logo aparecem demandas que vc nem imaginava existir! São equipamentos de segurança, mimos, cosméticos e sei lá o quê (nessa hora, lembro da amiga saudosa da infância: “só pedalava de short, camiseta e chinelo”).

Então, como responder à perguntinha?

Bem, as Pedalinas trazem alguns depoimentos.

Uma bike pode carregar muito. Ou pouquíssimo.

Quem decide é vc, ciclista!

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Estilo sonhadora

Imagem“Eu carrego o mínimo: garrafa de água e bomba de ar. Na bolsa: lenços umedecidos e comuns e desodorante. Dependendo do dia outra camiseta ou capa de chuva. Na brincadeira: o telefone para ligar pro marido ou pro táxi caso algo de errado já que não sei trocar pneu (a bicicleta é dobrável, então eu sempre adio aprender, falo que se um dia precisar eu dobro e coloco no porta-malas de um táxi).

Isso só por conta da bicicleta. Mas algo que eu sempre carrego na bolsa, mesmo para ir a pé é um livro. SEMPRE tenho um!

Não sei se isso faz diferença, mas sou geminiana.” – Simone Miletic

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Estilo cicloviajante das galáxias

“Eu realmente levo tudo que dá na telha: skate, patins, computador, comida, além de sempre disponibilizar a garupa!

Uma vez coloquei um guarda-chuva (daqueles grandes) no quadro e não consegui fazer curvas :O”. – Renata Cardamoni

ImagemOlhaí o guarda-chuva no quadro!

Imagem

E o vaso na cestinha.

(continuará)

bolsas e alforjes

27 dez

Durante a oficina de dezembro do Bike Anjo no Parque das Bicicletas, gravei esse videozinho a respeito de soluções para incrementar teu bagageiro: como amarrar bolsas e usar alforjes.

A segunda parte do vídeo tá meio merchandising, hehe, mas acho que as demonstrações serão úteis pra fornecer ideias.

Bom pedal nestes finais de ano!

Agradecimentos às estrelas: Priscila Moreno (Alforjaria) e Michele Mamede.

Bike no metrô e um pouco de paranoia

8 ago

Uma tirinha rápida lembrando um episódio não muito agradável que vivenciei no sábado à noite. (Espero que não esteja tão mal desenhado a ponto de ninguém entender…)

Mas, como nem tudo é coisa ruim, logo depois apareceram mais duas garotas simpáticas com bikes, e entreguei a elas flyers das Pedalinas, rs. Elas são de Santo André e fazem hambúrgueres de soja pra vender. Tô prevendo quitutes vegetarianos no próximo passeio. =)

1ª Cicloviagem das Pedalinas!

30 jun
Primeira cicloviagem das Pedalinas!

flyer: @lancany

Depois de alguns planos e até uma oficina a respeito, próximo sábado realizaremos a primeira cicloviagem das Pedalinas! Voltada principalmente para iniciantes, que pela primeira vez se aventurarão a percorrer uma distância maior, terá um caminho a ser percorrido sem pressa, em ritmo bem tranquilo, e com algumas paradas para descansar e renovar as energias. =)

E o pernoite será na casa da Evelyn!

Ela já nos mandou um e-mail detalhando o caminho e alguma orientações, que estão resumidas neste post. Qualquer dúvida, é só se inscrever na nossa lista de discussão ou mandar um e-mail (pedalinas.sp@gmail.com).

O trajeto até Sorocaba terá 3 paradas, uma a cada 25 km, mais ou menos. A primeira é em um posto em Barueri, depois de Alphaville, antes do pedágio de Jandira. A segunda é no km 53 da Castelo. A última será em outro posto/shopping, na altura do km 70 e um pouquinho antes da entrada para a Castelinho.

Itens necessários:
Roupa de cama e banho, como colchonete, saco de dormir, cobertor, toalha, etc. Levando em conta que à noite esfriará um bocado.
No quintal há espaço para umas 5 barracas, para quem preferir acampar.
Levar câmaras e remendos, para eventuais emergências de pneus furados.
Dinheiro para alimentação e passagem de ônibus.
Se alguém cansar demais, não se sentir bem, alguma bike quebrar e precisar desistir, os ônibus da Cometa (R$20,00) passam a cada 15 minutos em direção a Sorocaba.
Informações da ida
Ponto de encontro:
Praça d@ Ciclista (Av. Paulista x R. da Consolação)
Data e horário:
Sábado, 02 de Julho, às 6h30 da manhã.
Volta
Data:
Domingo, 03 de Julho.

Assédio nas Ruas

28 set

Foi ao fazer um outro post que cheguei ao assunto e à sua possível ligação com a pequena proporção de mulheres que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Me deparei com a hipótese nesse blog, e agora, após fazer uma pequena pesquisa e organizar os pensamentos, volto a desenvolver o tema.

Pois então, a que me refiro quando falo em “assédio”? A resposta é bem ampla, e vai desde estupro até os mais “inocentes” assovios bem conhecidos por qualquer mulher que transita nas ruas desta e outras grandes cidades. Mas minha intenção agora é focar nessa segunda maneira de assédio, que me preocupa justo por ser tão comum, ter relativa aceitação social e por sua falsa aparência inofensiva.

Tais assédios expõem a mulher publicamente, independente de sua vontade, e a coloca numa situação constrangedora, quando não humilhante. O espaço individual é violado ao momento em que ocorre uma interação forçada. Alem do que, declara que  a pessoa abordada é um objeto a ser utilizado pelo outro. Trata-se de um objeto sexual, e nada mais.

Seguindo essa linha de pensamento, não fica difícil entender porquê o assédio nas ruas pode ser um dos motivos pelos quais há menos mulheres do que homens pedalando. Como pode alguém se apropriar tranquilamente de um espaço no qual não se sente à vontade, onde há o risco de ser constrangida a quase qualquer momento? Sobre a bicicleta isso parece mais difícil ainda, já que ciclistas destacam-se visualmente. Alem, é claro, de chamar atenção pela  imagem “excêntrica”: a mulher pedalando se mostra forte e corajosa ao encarar certas avenidas movimentadas, atitude não muito esperada do tal “sexo frágil”. Parece papo de décadas atrás, mas, acreditem, esse valor ainda está vigorando fortemente hoje em dia.

A mulher sair de casa sozinha e ir trabalhar já não é novidade; entretanto, quando pisa a rua, comumente é tratada de maneira hostil, como não pertencente ao espaço público -  “se o faz, é por sua conta e risco”, como citado nesse artigo -  ainda relegada ao espaço privado, à proteção do lar ou mesmo do local de trabalho, mas não à rua.

A esfera privada – seja a casa ou o carro – oferece uma (questionável) sensação de privacidade e segurança que não se tem no ônibus, na calçada, nem sobre a bike. E isso tudo é somado à vigente carrocracia, opressora a qualquer ser não motorizado. É de se esperar que alguem queira alienar-se de um mundo que lhe parece hostil.

(acima, video da campanha Stop Street Harassment)

O medo tambem é um fator de peso nessa história toda. Dependendo da abordagem, algumas mulheres podem se sentir ameaçadas. A propósito, uma pesquisa mostra que é comum estupradores provocarem verbalmente uma vítima potencial para avaliar se ela reagiria a um ataque físico. Seria exagero dizer que um mero “ê, lá em casa” pode soar como uma ameaça para uma pessoa que a maior parte dos dias é publicamente afirmada como objeto sexual? Por mais clara que seja a não-intenção de que a ameaça seja efetivada, uma “brincadeira” dessas não é brincadeira.

Tá. Diante disso, o que fazer?

Podemos começar pela conversa com amigos homens. Muitas vezes pessoas queridas têm dificuldade em se colocar no lugar dos outros, não sabem o quanto algumas atitudes são violentas e prejudiciais. E cabe a nós ajudá-los a entender. Contar como se sente, mostrar que isso não é bacana…

Para o momento do assédio, há uma série de dicas aqui. Eu geralmente respondo, diferentemente da maioria das mulheres, que prefere apenas ignorar. Por um lado, entendo que essa é uma postura conivente com a violência; por outro, às vezes é melhor se preservar, e desenvolver um trabalho emocional para se deixar atingir o mínimo possível, já que não há como criar uma barreira absoluta que não seja sair da rua. Mas sair da rua não é uma possibilidade, nem um desejo, nem seria uma solução.

reação de algumas mulheres - "aqui pra voces, ó"

Não vou me inibir em ir para onde e como quero. Deixar de sentir os espaços, ver os detalhes, ter acesso à cidade sem precisar de motor nem dinheiro está fora de cogitação. Esconder não vai ajudar em nada, pelo contrário. Aliás,  sabe aquele papo de “não pedalar pelo canto da rua, e sim próximo ao centro da faixa”? Pois é, isso é se impor, é tomar o espaço que é seu! Essa postura é importantíssima para uma mulher que pedale ou mesmo caminhe pela cidade. É não se deixar inibir; é dizer, com o corpo, “Estou aqui e não vou me desviar tão fácil”. A rua é nossa!

Gentilezas, sempre?

21 set

Mas e quando esse “ajudar”, que às vezes é “fazer pelo outro”, acaba por convencê-lo de que é incapaz? Lembro-me de uma pesquisa que fiz para a faculdade, em que descobri que a grande maioria dos idosos fica debilitado fisicamente bem mais cedo porque os jovens não permitem que eles executem muitas atividades das quais seriam capazes. O envelhecimento dos músculos, ossos, articulações, sistemas respiratório e circulatório é acelerado – e muito – graças ao exercício poupado pela gentileza alheia.
O caso das mulheres é outro, mas ainda cabe a comparação. É assustador parar e prestar atenção em como é frequente ver mulheres desacreditarem de seus corpos e habilidades braçais. A pequena proporção das que encaram a rua sobre duas rodas é uma clara manifestação disso.

Acho que esse comportamento é alimentado ciclicamente. Não acreditamos que podemos porque não temos costume de tentar; não tentamos porque não acreditamos que podemos, e alem do quê, existe uma (atraente) zona de conforto oferecida pela sociedade que nos poupa desses desafios. E ainda assim, quando por qualquer motivo arriscamos uma tentativa, frequentemente não somos tão bem sucedidas… mas porque?

Melhor que fazer por alguem: ensinar a fazer ( foto do "Mão na Graxa" de maio)

Ora, se alguém nunca carrega peso, ou faz qualquer outro tipo de trabalho braçal, terá dificuldades em aprender a executá-lo bem; além do quê, se em suas raras tentativas uma pessoa se vê desajeitada e com dificuldades, a tendência é o constrangimento e a conclusão de que “não tem jeito pra isso, mesmo”; e daí o desânimo, a sensação de incapacidade, a dependência.

Por isso, creio que gentilezas nem sempre são benéficas, por melhor que seja a intenção. Realmente não é fácil negar o conforto, e muito menos recusar uma gentileza – especialmente se ofericida com um sorriso sincero – quando, por exemplo, nos querem dar uma carona de carro ou mesmo recolocar a corrente da nossa bicicleta quando ela cai. Resistir a ofertas atraentes que nos levam para longe do desafio e da autonomia, às vezes é necessário… Pode parecer bobo falar nisso, mas não é se considerarmos o quanto essas situações corriqueiras representam e alimentam algumas crenças prejudiciais e equivocadas.

Vivi um crescimento enorme ao inserir a bicicleta no meu dia-a-dia, e já testemunhei o mesmo em outras mulheres.  Prática é aquilo que mais nos convence de qualquer realidade. A gente precisa se posicionar, experimentar, agir  com o corpo, efetuar. Nos sentimos engrandecidas mas, na verdade, apenas redescobrimos nosso tamanho.

Percebo que isso tudo faz parte de um processo lento e profundo que acontece não apenas na sociedade, no mundo externo, mas principalmente dentro da gente, em nossos corpos.

Autonomia, independência, e a certeza de que podemos fazer as coisas sem alguém olhando por nós nos dá mais plenitude, prazer e liberdade nessa vida.

Mas e quando esse “ajudar”, que às vezes é “fazer pelo outro”, acaba por convencê-lo de que é incapaz?

Lembro-me de uma pesquisa que fiz para a faculdade, em que descobri que a grande maioria dos idosos fica

debilitado fisicamente bem mais cedo porque os jovens não permitem que eles executem muitas atividades das quais seriam capazes. O envelhecimento dos músculos, ossos, articulações, sistemas respiratório e circulatório é acelerado – e muito – graças ao exercício poupado pela gentileza alheia.

O caso das mulheres é outro, mas ainda cabe a comparação. É assustador parar e prestar atenção em como

é frequente ver mulheres desacreditarem de seus corpos e habilidades braçais. A pequena proporção das que encaram a rua sobre duas rodas é uma clara manifestação disso.

Acho que esse comportamento é alimentado ciclicamente. Não acreditamos que podemos porque não temos costume

de tentar; não tentamos porque não acreditamos que podemos, e alem do quê, existe uma (atraente) zona de

conforto oferecida pela sociedade que nos poupa desses desafios. E ainda assim, quando por qualquer motivo

arriscamos uma tentativa, frequentemente não somos tão bem sucedidas… mas porque?

Ora, se alguém nunca carrega peso, ou faz qualquer outro tipo de trabalho braçal, terá dificuldades em

aprender a executá-lo bem; além do quê, se em suas raras tentativas uma pessoa se vê desajeitada e com

dificuldades, a tendência é o constrangimento e a conclusão de que “não tem jeito pra isso, mesmo”; e daí o

desânimo, a sensação de incapacidade, a dependência. Há coisas que O CORPO tem que acreditar; e isso, só

experimentando.

POr isso, creio que gentilezas nem sempre são benéficas, por melhor que seja a intenção. Realmente não é

fácil negar o conforto, e muito menos recusar uma gentileza quando, por exemplo, nos querem dar uma carona

de carro, ou recolocar a corrente da nossa bicicleta quando ela cai. Resistir a ofertas atraentes que nos

levam para longe do desafio e da autonomia, às vezes é necessário… Pode parecer bobo falar nisso, mas não

é se considerarmos o quanto essas situações corriqueiras representam e alimentam algumas crenças

prejudiciais e infundadas.

Vivi um crescimento enorme em mim ao inserir a bicicleta no meu dia-a-dia, e já testemunhei o mesmo em

outras mulheres. A prática é aquilo que mais nos convence de qualquer realidade. A gente precisa se posicionar, experimentar, por a mão na massa, trabalhar com o corpo, efetuar. Assim, nos sentimos engrandecidas; na verdade apenas redescobrimos nosso tamanho.

Percebo que isso tudo faz parte de um processo lento e profundo, tanto na sociedade quanto dentro de nós.

Autonomia, independência, e a certeza de que podemos fazer as coisas sem alguém olhando por nós nos dá mais

plenitude, prazer e liberdade nessa vida.

Slow Bike

25 ago

Porque é uma ideia que eu também pratico. ;)

E contemplando o caminho.

Fonte: Minha Vida Eco-Chic
Arte: @LadyGuedes

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