Arquivo | novembro, 2010

Motivos para comemorar

30 nov

A festa da Ciclocidade – Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo – foi um sucesso! Com apenas 1 ano de existência, os ciclistas mostraram a força que tem para construir planejamentos e ações sólidas capazes de influenciar poder público e sociedade civil – o mural exposto durante o evento, com o “balanço” das atividades desenvolvidas pela Associação, era a prova concreta disso.

Muita gente passou por lá. Pessoas novas, amigos antigos, curiosos, vizinhos, gente empolgadacom o crescimento da Ciclocidade e da cultura da bicicleta nessa cidade! O sol e calor forte não desanimaram quem quis prestigiar as palestras sobre bike fit e mecânica básica, ministradas respectivamente pelo Cléber Anderson e Felippe César.

BiciPark recebeu mais de 100 biciletas num espaço de apenas 3 carros

A sessão do ciclocine contou com 3 grandes filmes. O primeiro era sobre a Bicicletada de São Paulo – Massa Crítica da Helena Krausk – em seguida conhecemos as origens da Critical Mass em São Francisco – We are traffic – e por último, mas não menos importante, o Véu de Fumaça falando sobre (i)mobilidade urbana nas cidades.

A balada fechou com chave de ouro e saimos de lá com a sensação de que estamos no rumo certo! Caminhando a passos firmes em direção ao sonho (agora meta) de ver São Paulo mais humana, justa, recebendo cada vez melhor quem opta por se deslocar de bicicleta.

Parabéns a todos!

Fotos da Karina Kohatsu

Veja os registros da Elaine Lippi aqui

Ciclocidade comemora 1 ano

23 nov

GALERA!

sábado dia 27/11, tem comemoração do primeiro ano de existência da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade. A programação começa a partir do meio-dia e está fantástica! Tem oficinas, filme, mão na roda, balada, silkagem, amigos e etc.

Inclusive, o pessoal da organização está pedindo sugestões de filmes sobre bicicleta/mobilidade para exibir durante a festa. Se você conhece alguma produção bacana, envie o link ou o material para o Thiago Benicchio, diretor da Ciclocidade: thiago.benicchio@ciclocidade.org.br

* Vá de bike pois terá estacionamento exclusivo para sua magrela

* Leve sua caneca (ou squeeze), pois não haverá copo descartável!

* Leve ferramentas ou equipamentos de bicicleta que estão parados em casa, você pode doar para o projeto “Mão na Roda” ou participar da oficina de trocas;

* Leve roupas para silkar! Vai ter um stand de silkagem e venda de peças com pituras do “um carro a menos” e muito mais!!! Haverá também uma lojinha com venda de adesivos, inclusive fiquei sabendo que vai rolar adesivo das PEDALINAS!!!! =)

Release da festa lá embaixo!!


Em novembro, a Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo comemora seu primeiro aniversário. A festa acontece no próximo sábado (27/11), das 12h às 22h, com oficina comunitária de bicicletas, palestras, vídeos, informação, música e confraternização.

Ao longo do dia, exposição “Ano 1”, bar, comidinhas, loja e uma feira de troca de peças e acessórios de bicicleta (traga, troque, doe ou negocie).

Às 12h, a oficina comunitária Mão na Roda abre suas portas para regulagens e ajustes. Leve a sua magrela, troque conhecimentos, utilize as ferramentas e faça você mesmo a manutenção do seu veículo.

A partir das 13h, reciclagem de camisetas com estamparia ao vivo na segunda edição do projeto ArteMobilidade. Transforme aquela camiseta sem graça em uma linda peça a favor da mobilidade humana (doe 3 camisetas em bom estado e ganhe um silk de graça).

Durante a tarde, duas oficinas temáticas: às 14h, Felippe César fala sobre a “Mecânica básica de bicicletas”: regulagens e ajustes elementares para a autonomia do ciclista urbano.

Às 17h é a vez de Cleber Ricci Anderson e a oficina “Ciclo-ajuste postural (bike fit)”, uma coletânea de técnicas e conhecimentos em regulagens e tamanhos que permitem a boa interação entre ciclista e bicicleta.

Às 19h, o Ciclocine exibe o média-metragem “We Are Traffic” (Ted White, EUA, 1999), uma crônica sobre as origens do “Critical Mass” em São Francisco, movimento que transformou a cidade californiana em favor das bicicletas e inspirou ativistas do mundo inteiro (exibição com legendas em português). Na sequência, o documentário “Massa Crítica” (Helena Krausz, Brasil, 2010) fala da realidade paulistana quase 20 anos depois.

Para encerrar a programação, música, vídeos e diversão no subsolo do Espaço Contraponto.

Participe desta festa. Venha conhecer e fazer parte da Ciclocidade.

sábado (27/11), das 12h às 22h

Espaço Contraponto: r. Medeiros de Albuquerque, 55 (Vila Madalena)

_ entrada gratuita / contribuição sugerida: R$ 5,00

_ traga sua caneca, copo ou caramanhola (não utilizaremos copos plásticos)

Uma espiã na casa da bicicleta

17 nov



Quando eu era pequena, morria de medo da lenda do Boi Tatá. Essa lenda nos conta que, em tempos imprecisos, havia uma enorme cobra, o boiguaçu, que habitava a floresta. Uma noite, essa cobra foi despertada por uma inundação e começou e perseguir os animais que fugiam. Ele queria comê-los, mas não desejava seus corpos: o boiguaçu comia apenas seus olhos.

O boiguaçu comeu tantos olhos que se tornou luminoso – uma luz transparente e clara que provinha dos olhos devorados. Apesar de olhos lhe darem luminosidade, não lhe davam substância. E boiguaçu morreu. Após a morte do boiguaçu, a luz intensa que estava presa em seu corpo saiu e começou a errar pelos campos e florestas. Essa luz é conhecida como Boi Tatá (serpente de fogo, em tupi) e ele protege as florestas dos incêndios. Sua vingança é queimar a carne daqueles que incendeiam a floresta e as árvores com a mesma crueldade e ardor.

O Boi Tatá surgiu na minha frente naquela noite da bicicletada. Uma enorme nuvem de vaga-lumes vermelhos e brancos, iridescente, confusa. Centenas de rodas roçando no asfalto, estarrecendo os carros confusos que paralisavam como rãs diante de uma lanterna. A cena me parecia quase absurda, como se fôssemos todos nos emaranhar em algo único, maior, visível. E foi assim que aconteceu. Era impossível permanecer impassível àqueles que estavam fora do turbilhão, pedestres e motoristas com respeito curioso, espiando parados. Espiando como eu achei que estaria fazendo. Investigando as máscaras que as pessoas usam neste grande teatro de horrores que é o trânsito paulistano. Espiando as bicicletas como Anaïs Nin espiou a casa do amor.

Esperei ansiosamente os dias para ir à tal bicicletada do Dia Mundial Sem Carro, sem saber o que esperar. Havia apenas três semanas que estava observando a bicicleta e os ciclistas, mas bem de perto. O melhor modo de espiar, às vezes, é se fundir com o objeto, vivendo com ele e como ele. O início foi tímido e covarde, com algumas pedaladas pelo bairro e no parque. A bicicleta era apenas uma suspeita de possibilidades secretas. O primeiro dia mais ousado foi com as Pedalinas, com direito a girar pelo centro, e ser buscada e depois devolvida em casa. Havia feito meu primeiro trajeto longo sozinha pela cidade havia menos de uma semana. A sensação que tive foi, por um lado, de me jogar no abismo do desconhecido e, por outro, de emancipação, pois não temia mais a vertigem que esse abismo me causava. A bicicletada parecia um sonho remoto.

Quando a nuvem luminosa chegou à 23 de Maio, achei que aquele fluxo de bicicletas era natural, então fui escorrendo junto com as pessoas para dentro da avenida. Muitas pessoas erguiam suas bicicletas e paravam carros, ônibus e motos com seus risos incontroláveis por estarem sendo visíveis para as pessoas que existem por detrás de suas pesadas máscaras de lata, seus fardos. Então chegamos dentro do túnel Ayrton Senna, e aquela foi uma das coisas mais belas que já vi. Nesse momento, senti que não estava mais espiando, mas que havia me apaixonado completa e irremediavelmente por minha suspeita. A bicicleta deixou, neste momento, de ser um objeto distante, avulso, e passou a ser uma força criativa, uma pulsão de vida. Muitos acreditam, como eu acreditava, que a bicicleta era uma pulsão de morte, um risco, uma exposição excessiva. Mas a máscara caiu e eu desvendei o segredo: a bicicleta sempre revela novos segredos íntimos.

Durante aquelas poucas horas, não havia senão bicicletas nas ruas em que passávamos. Guardo esta imagem precisa, uma pequena fagulha que guardei da minha primeira bicicletada. Vez em quando espio esse ponto luminoso, esse ocelo de Boi Tatá perdido nos quartos empoeirados e escuros onde habita a memória, traiçoeira como uma serpente. Me perco no movimento sensual da cobra luminosa, em seus olhos de luzes de bicicletas, em sua força criativa. E fico em dúvida se alguém foi queimado pelo Boi Tatá neste dia.

Relato: Encontro de novembro

10 nov

pedalinas
algumas pedalinas atrás da Catedral da Sé

Já fazia mó cara que eu não dava as caras num passeio das pedalinas então resolvi criar vergonha e falei: desse sábado não passa!! Nem o tempo nublado com ameaça de chuva me desanimou, quando deu umas 2 horas e vi que o tempo tava abrindo um pouco, parti pra rua! Acho que por causa do tempo nublado o pessoal não se animou muito de ir pro passeio, quando saimos pra rua devia haver umas 6 meninas, mas com previsão de encontrar outras pelo caminho!

A coisa boa é que haviam muitas caras novas, meninas, bem vindas e apareçam sempre!

Sobre o trajeto, como já tinhamos feito todos os sugeridos, optamos em partir para o centrão, uma área que eu especialmente gosto bastante e acho muito bonita (apesar do descaso das autoridades com o lugar). Partimos pra Paulista, descemos a Vergueiro, passamos pela Liberdade, chegamos na Sé, onde encontramos a Gabriela e seguimos pro Pátio do Colégio, que seria nosso destino final. Ao chegar lá batemos nosso costumeiro papo, foi legal saber das novas integrantes como conheceram e porque tiveram interesse nas pedalinas! Enquanto estávamos papeando chegou a Celina e a Aline pra aumentar nosso bando! E então eu tive que ir embora, mas as meninas seguiram até o Centro Cultural Vergueiro pra trocar mais idéia!

Como sempre muito legal e inspirador o passeio! Conhecer gente nova, saber das experiências com bikes, ver lugares bonitos, isso que importa no final!

Novembro

8 nov

Mais um rolê das Pedalinas. Cheguei mega atrasada, por isso meu relato vai se limitar ao bolo de milho INCRIVEL que a Celina levou pra galera!

=)

Por isso, meninas, tratem de escrever um relato decente da tarde-cinza-fria-e-sem-chuva do dia 06/11. Que terminou com um belo lanche no Centro Cultural São Paulo, ali na Vergueiro.

Pedalar pelo centro de SP é uma das coisas mais incriveis que eu já vi

Registros da @anarusche. Veja mais aqui

Amanhã tem encontro das Pedalinas!

5 nov

Não esqueçam que amanhã, dia 06 tem encontro das Pedalinas!

Por volta das 14:30h vamos  encher a praça d@ ciclista de bicicletas, cores e histórias.

De lá seguiremos pedalando e humanizando a cidade! Compareça! Experimente!

Toque a cidade

5 nov

Vocês já notaram como tem desenhos incríveis pelas paredes de São Paulo? Os artistas capricham e as pessoas, aparentemente, vão abrindo mais espaço nos muros que dão suporte à arte de rua, tela viva em constante movimento.

Subindo a Av Rebouças esses dias me deparo com a seguinte cena:

Agradável surpresa heim?!?! Só espero que o “poder público” não resolva higienizar a cidade e volte a apagar essas incríveis obras de arte – bem como fizeram com a pintura da Mona Caron em  2007. Precisamos de cores, brilho, gente, calor humano.

Os registros da história são feitos pelas mãos do povo, jogar cimento cinza sobre expressões artísticas (com a desculpa da Lei Cidade Limpa que nivela tudo ao nivel da publicidade) é calar vozes, banir criatividade, jogar no lixo quem somos de verdade.

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