A medalha é de tod@s

8 dez

Os ciclistas saíram em bonde, rumo à Câmara Municipal

Prestigiei a homenagem à queridissima Renata Falzoni ontem, dia 07/12, na Câmara Municipal de SP e fui pega de surpresa quando o João Lacerda (Transporte Ativo), que estava no cerimonial, me chamou para falar e compor a mesa.

Não lembro de detalhes, pois estava MUITO MUITO nervosa, sem discurso preparado falei o que vinha na cabeça. O pouco que recordo é que abordei a importancia da Falzoni para o cicloativismo em São Paulo e no Brasil – já que eu não sou dessa cidade e há um tempo acompanho o trabalho dela e de outros amigos, ainda em Aracaju.

Foto @wcruz

Fiquei emocionada em poder agradecer por toda luta, perseverança e amor à causa. Ainda mais naquele momento, com autoridades e pessoas relevantes ao movimento. Foi  inesquecível, único, histórico.

Citei as Pedalinas, do quão importante era olhar para a Falzoni e ver ali uma mulher guerreira, mãe, avó, exemplo, referência para muit@s. Que pedala como meio de transporte e mostra que é possível! Cada dia mais meninas tomam as ruas, criam coragem, se libertam das amarrações sociais e procuram ser felizes! Isso sim é motivo de maior orgulho e alegria pra todas nós. E a Renata, bem como a Teresa D´Aprile (Saia na Noite) e tantas outras, têm imensa responsabilidade nisso!

Várias gerações se encontraram ontem e nada mais engrandecedor do que ouvir os mestres comemorarem as conquistas e criticarem posturas políticas sobre a eterna falta de atenção com a bicicleta.

Aliás, o ponto alto da noite foi o discurso da Renata que deixou claro pq ela foi a escolhida naquele momento pra representar todos nós.  Sem deslumbramentos, falou um monte de verdades, trouxe de volta para a realidade nossas cabecinhas que estavam nas nuvem vendo tudo aquilo acontecer diante dos  olhos. Criticou, reclamou e também agradeceu e reconheceu esforços. Mas sem deixar de lado a nossa real preocupação: a ausência de políticas públicas consistentes para as pessoas que vivem nessa cidade, especialmente pedestres e ciclistas.

Humilde e justa, Renata falou O TEMPO INTEIRO que a homenagem não era só pra ela, e sim para “todos os cicloativistas que fazem coro, sem eles nada disso estaria acontecendo”. Dividiu as honras com três nomes fundamentais: Arturo Alcorta, da Escola de Bicicleta e atual presidente da UCB (União dos Ciclistas do Brasil), Thiago Benicchio, Diretor da Ciclocidade (Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo) e André Pasqualini, Diretor do Instituto CicloBR.

Todos emocionados aplaudiram de pé as palavras da Falzoni. Com a sensação de que estamos no caminho certo e a guerra para tornar São Paulo mais humana está longe de acabar.

– Leia tb o relato do Willian Cruz com fotos e videos do discurso da homenageada! http://vadebike.org/2010/12/como-foi-a-homenagem-a-renata-falzoni/

– Os registros da equipe do vereador Chico Macena http://bit.ly/f3uIuv e o áudio completo do evento http://www.chicomacena.com.br/documentos/homenagem_renata_falzoni.zip

– No OutrasVias http://outrasvias.com.br/2010/12/08/paris-feminismo-e-bicicletas/

O "ciclo-artista" Marcelo Siqueira (@vadebike) fez seu registro da noite

Renata Falzoni dividiu a homenagem com tod@s

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3 Respostas to “A medalha é de tod@s”

  1. Camila Oliveira 09/12/2010 às 10:06 AM #

    Não pude comparecer, a vida está girando rápido demais nas últimas semanas, mas acompanhei via twitter, aliás bela cobertura @pedaline e @wcruz, dava pra sentir a emoção no ar e saborear cada frase inspiradora dessa grande mulher que é Renata Falzoni. Ainda não consegui assistir ao vídeo, o que quero fazer em breve, mas com bastante tempo, para desfrutar de cada momento.

    Pedalemos e ocupemos as ruas, enquanto fingem que somos invisíveis, retomamos nossa espaço mostrando que é possível e é muito mais agradável de bike!

    bjs

  2. Ana Célia Cruz 09/12/2010 às 2:37 PM #

    Foi lindo e eu tava lá! Como a homenagem é pra tod@s, parabéns Pedalinas, por tudo. Valeu!

Trackbacks/Pingbacks

  1. Paris, feminismo e bicicletas « Outras Vias - 08/12/2010

    […] que ainda vê a mulher como frágil e limitada. Não é a única. Pelo contrário, seja em coletivos como o das Pedalinas, seja em exemplos isolados, ela se multiplica na cidade, perturbando a ordem agressiva de disputa […]

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