A metrópole de quem pedala

17 jan

Como você se locomove pela cidade? Uma pergunta simples que fala muito sobre a relação entre o homem e o meio no qual está envolvido, seja nas conexões sociais, com a natureza ou consigo mesmo. Em cada meio de transporte um mundo é descoberto e pronto para ser vivido, explorado, seja a pé, de carro, ônibus ou bicicleta, o importante é poder escolher aquilo que te faz bem.

Mas quando se vive numa sociedade que impõe padrões – em todos os aspectos – fica difícil subverter o óbvio, sair da órbita. Assim muitas pessoas são “enlatadas” pelos seus automóveis e não conseguem enxergar a vida além do insulfilm.

Que tal experimentar um meio de transporte barato, saudável e sustentável? Pedalar nos centros urbanos não só é possível como também é libertador, uma forma lúdica de expressar a liberdade de escolha e ao mesmo tempo contribuir com ruas mais calmas, arborizadas e vivas.

A bicicleta é uma grande aliada no processo de “descongestionamento” e de combate ao stress e sedentarismo – gargalos que têm tirado o sono de muita gente! Sem falar na melhora da qualidade do ar, da redução do barulho, economia nos gastos e possibilidade de reapropriação dos espaços públicos pelas pessoas.

Alguns cuidados iniciais são super importantes para quem quer tirar a poeira da bicicleta e experimentar olhar a cidade de outra forma:

• Procure fazer caminhos alternativos tentando ao máximo evitar as avenidas e ruas mais movimentadas – pelo menos no começo, enquanto se adquire equilíbrio e experiência.

• Sinalize suas intenções e se posicione com firmeza na via, mostrando para o motorista que você tem direito de estar ali e, mesmo que ele não goste, precisa te respeitar.

• Ande na mesma direção do fluxo, se mantendo sempre visível (seja utilizando roupas claras, luzinhas ou refletivos)

• Caso se sinta inseguro ou com medo, procure fazer o que for melhor no momento – mesmo que isso signifique pedalar um trecho na calçada. Não esqueça que em primeiro lugar está sua segurança.

Mesmo que não seja possível substituir totalmente o carro pela magrela, tente inseri-la aos poucos em pequenos deslocamentos, seja pra ir à esquina, à padaria, ou parque. Só não se surpreenda quando estiver pensando em maneiras de vencer seus caminhos sobre duas rodas, movido a arroz e feijão!!

Veja mais dicas aqui e aqui

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4 Respostas to “A metrópole de quem pedala”

  1. philsteffen 18/01/2011 às 10:37 AM #

    Com certeza o maior dilema que temos não é se transpiramos ao nos locomover ou se é “perigoso” pedalar no transito.

    E sim os padrões que temos que engolir como sendo o certo.

    Até hoje ainda sou criticado pela minha familia(inteira) por não ter um carro.

    Que eu sou maluco, que gastei muita grana na bicicleta, porém já provei varias vezes que minha bicicleta é muito mais barata que a lata velha deles!

    Mudar a mentalidade é muito mais difícil(e perigoso) que enfrentar o transito

  2. Camila Oliveira 19/01/2011 às 7:01 PM #

    Às vezes eu sofro cada atentado à minha vida andando a pé pela cidade que penso: ainda acham pedalar perigoso?

    Sair de casa é perigoso, seja qual for o modal que você escolher. Viver presa, com medo não é uma opção, então o que podemos fazer é minimizar riscos, a pé, de bike, de carro… e viver!

    E de bicicleta é bem mais divertido:)

  3. Camila Oliveira 19/01/2011 às 7:03 PM #

    PS: Vocês repararam na faixa de pedestre na foto das belas pedalinas? Ela vai sumindo, sumind, sumin…

  4. ligia 22/01/2011 às 2:02 PM #

    O que mais importa e fazer as coisas do dia a dia ficarem mais leves e de preferência menos poluentes. E, além disso, a bicicleta e um meio de transporte barato, saudável e sustentável.

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