A bicicleta pode estar na genética

4 fev

Oi meninas!

Confesso que me senti meio boba por querer compartilhar isso, por achar que seria um relato de uma coisa que, pras Pedalinas de maneira geral, seria muito corriqueira, mas acabei descobrindo que, além de não ser tão corriqueiro assim, pode ser um ótimo incentivo para tod@s que ainda não conhecem todos os benefícios de se usar a bicicleta como meio de transporte.

Ontem eu estava em casa, em Pinheiros, e resolvi visitar a minha vó, que mora na Bela Vista.

Hmmm.. pagar R$3 de busão pra ir e R$3 pra voltar ou deixar a preguiça de lado e ir de bike?

IR DE BIKE!

Confesso que sou preguiçosa por natureza, e só de ter que carregar a bicicleta no elevador (meu prédio não tem garagem, ela mora na sala) já dá um bode de sair… mas tenho que admitir que o aumento do preço do busão tem sido um GRAAAANDE incentivo pra mexer o traseiro gordo e fazer as coisas de bike (mesmo com o condicionamento físico de um buldogue tuberculoso e sabendo que ia chegar na Paulista com a língua lá na Estados Unidos).

Bom, peguei a bike e fui indo: Fradique Coutinho, R. dos Pinheiros, Groenlandia… até que no farol com a Av. Europa parei do lado de outra menina que estava numa elétrica muito simpática. Ela me cumprimentou como se já nos conhecêssemos (acho isso muito bacana em algumas pessoas que andam de bike, em geral).

Acabei conhecendo-a um pouco: ela se chama Camile, trabalha na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (ou lá do lado, não lembro o nome do lugar), mora na Aclimação, tem 3 bicicletas e tem usado a elétrica pra não chegar tão suada no trabalho e em função de um probleminha no joelho (e mesmo com o motor rodando, ela pedala).

Como o trânsito estava meio complicado (pros carros, obviamente), fomos alguns trechos recotando no meio deles e, quando não dava, acabávamos ocupando a pista inteira e indo por alguns trechos bem devagarzinho, sem recortar, só pra aproveitar o trânsito pra bater um papo.

Ficamos falando de bicicleta, da vida, de qualidade de vida e acabei convidando ela pra ir no sábado (ela falou que queria ir, principalmente quando fosse rolar alguma oficina de mecânica, mas que não poderia ir nesse encontro, especificamente). Acabamos fazendo o mesmo caminho até chegar na Al. Campinas, quando eu subi e ela pegou a direita na R. Guarará, nos despedindo com um simpático trim-trim e um “A gente se vê por aí!”.

Sério, foi emocionante!

Bom, terminei de subir a Campinas, alguns trechos pedalando, outros empurrando (e realmente esqueci minha língua lá em baixo), mas cheguei.

Durante o jantar, fiquei contando pra minha vó sobre o que tinha acontecido, sobre o quanto isso fez meu dia mais feliz, sobre as possibilidades que a bicicleta oferece…

E qual não foi minha surpresa ao descobrir que andar de bicicleta é de família! Minha vó ficou contando que, quando ela era jovem e trabalhava no centro, na década de 50, ela era a única mulher que ia de bicicleta pro trabalho na fábrica em que ela trabalhava (ela contou que até fez calças pra isso, coisa rara de uma mulher usar na época…).

 

Vovó inovadora! Deu um mega orgulho!

 

 

Bom, desculpem, pelo relato meio longo, mas queria compartilhar com mais alguém essa experiência com a bike que, pra mim pelo menos, foi muito significativa.

Seria tão bom se todo mundo pudesse passar por isso todos os dias…

 

Carol La Terza

 

(Só pra situar, pra ninguém achar que já sou velha de guerra: comprei minha bicicleta de um amigo em agosto do ano passado, mas só comecei a usar “de verdade” em dezembro. A idéia era usar pra ir pra USP, mas ainda não consegui fazer isso – em parte por medo de atravessar a ponte Cid. Universitária, em parte por sair da aula em horários meio ingratos por causa do sol e do calor, em parte por chegar muito suada aos lugares. Mesmo assim, tento fazer pelo menos um percurso por semana, como ir à casa de algum amigo ou parente, pra aula de espanhol, ou simplesmente dar uma volta.)

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7 Respostas to “A bicicleta pode estar na genética”

  1. MARTA CARVALHO 04/02/2011 às 10:08 PM #

    Carol, ri muito com seu relato e amei a estória, dá pra publicar num livro de crônicas!! kkkk
    Não conheço esse grupo mas acabei de ser convidada pra pedalar com vocês pela minha amiga Sílvia! Como a garota da elétrica, neste sábado não poderei mas fiquei ansiosa pra girar com vocês! 🙂

    SHOW, muito divertida e totalmente DNA BIKER!

  2. Marília Moschkovich 04/02/2011 às 11:21 PM #

    Meninas, estou precisando muito da ajuda de alguém. Esse ano compro uma bicicleta, que ano passado nao deu. Não ando faz muuuito tempo e é só para o dia-a-dia que, aqui onde moro, nao tem transito nem ruas movimentadas nem grandes subidas e descidas como a da Rebouças…

    • Camila 05/02/2011 às 11:57 AM #

      Lindíssimo relato Carol, parabéns! Que incrível a história da sua avó!
      Por essas experiências e pelos tantos benefícios da bicicleta é que a gente vê cada vez mais pessoas pedalando pela cidade e descobrindo como a vida pode ser melhor do lado de fora dos vidros!

      Marília,
      Hoje tem encontro das Pedalinas! É uma ótima oportunidade pra conversarmos e te ajudarmos no que você precisar. Estaremos no Ibirapuera, você pode ir até lá de ônibus e trocar ideias, pegar uma bike emprestada pra dar uma volta.

      De qualquer forma, se não poder ir hoje, entre na nossa lista de discussão por e-mail e estaremos lá pra ajuda-la!

      bjs

      • ana rüsche 05/02/2011 às 12:28 PM #

        oi, carol!
        é mesmo muito boa a história. manda uma foto da tua avó incrível.
        vou pra usp à noite em alguns dias da semana. sou superfranga, mas a gente pode marcar de irmos juntas, de algum lugar. 🙂
        beijos!

  3. Ed 05/02/2011 às 7:58 PM #

    Carol, pense numa coincidência. Semana passada fui visitar meu pai (12 km de pedalada). Na verdade, fui exibir minha bike nova para o velho (ele tem 75 anos), mesmo não me lembrando de ter conversado sobre bicicletas alguma vez com meu pai na vida. Mas, dessa vez, eu já casado e pai de família, aconteceu! Meu pai foi contando como ele e o irmão (meu divertido tio Amaro, já falecido) tinham uma loja de alguel de bikes!! isso, ele com seus 15 anos de idade – e foi desfiando um monte de marcas inglesas e alemães que eu nem conheço. Falou com entusiasmo e nostalgia. Acabei convidando o velho para dar uma volta na minha novíssima Mobilité. Ele resistiu, resistiu mas acabou cedendo. Foi emocionante vê-lo dando uma voltinha na rua.

  4. Kelly 08/02/2011 às 6:37 PM #

    Esse relato é de pirar! Inusitado & divertido…

    Também queria muito aprender a ir pra usp de bike, mas, como você, tenho um certo receio da famigerada ponte e do calor… podemos combinar um dia pra irmos todas juntas, não?! Assim, aprendemos e erramos do mesmo jeito 😉

    • ana rüsche 09/02/2011 às 10:17 AM #

      oi, kelly!
      fechadíssimo ir pra usp de bike! eu já faço isso, mas companhia seria ótima (principalmente na volta pra casa). vou à noite. quem sabe não rola montar um bonde permanente?
      um beijo!

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