Convivência: nós acreditamos!

3 mar

Acreditamos na CONVIVÊNCIA PACÍFICA e no COMPARTILHAMENTO DAS VIAS.

No veículo MAIOR que zela pela segurança do menor.

Acreditamos no RESPEITO à VIDA.

Por isso, nos encontramos hoje, primeiro sábado do mês, às 15h na praça d@ ciclista.

Se a tristeza dói e a saudade fere, nós também pedalamos! Por nós, por Julie.

 

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3 Respostas to “Convivência: nós acreditamos!”

  1. Lucas Jerzy Portela 03/03/2012 às 12:17 PM #

    Convivência pacifica é como agua que não molha. Sabemos, desde Heraclito, principe de Efeso, que só ha harmonia se for tensa: como a do arco e da lira – sem a qual não se faz música.

    Claro, harmonia tensa não quer dizer violencia – se a tensão é demais não há harmona, a corda parte, a flecha não é lançada, etc. Mas sem tensão também não há vida.

    • Rodrigues 06/03/2012 às 8:43 PM #

      Contribuição crítica.
      Embora sem expectativas de ter alguma atenção, gostaria de deixar, por descargo de consciência, alguns questionamentos.

      1 – No trânsito, motoristas de veículos pesados e de carros leves, motoqueiros e pedestres agem muitas vezes de forma imprudente e egoísta, por impaciência ou para levar alguma vantagem na situação, prevalecendo-se de sua condição (as vezes por ser mais forte e poder “botar por cima”, as vezes por ser o mais fraco e saber que o outro vai acabar cedendo para evitar um acidente), enfim, é um meio onde se enxerga muito do comportamento anti-ético da nossa sociedade de modo geral. Nesse contexto, queremos contribuir para um maior senso de cidadania e interesse coletivo, de gentileza de respeito ao outro, ou queremos fomentar uma idéia de “nós contra eles”? Queremos, no trânsito, como na vida, disputar espaços de forma egoísta ou corporativa, ou causar o mínimo de incômodo aos outros?

      2 – A bicicleta é um meio de transporte que não polui, é ao mesmo tempo lazer e exercício físico, e ainda não tem custo de locomoção. Contudo, as rodovias em geral são projetadas para veículos a motor e é para equacionar o fluxo destes e dos pedestres que é planejada a malha viária, que são definidos os locais e tempos dos semáforos e toda a sinalização de trânsito, etc. São poucas as ciclovias e em geral sem formar caminhos que possibilitem deslocamentos longos. Mas é óbvio que é melhor e mais seguro andar de bicicletas em faixas exclusivas do que numa avenida com fluxo intenso, paradas de ônibus, e ainda, em alguns trechos, carros estacionados, o que impossibilita o ciclista de andar junto ao meio fio da calçada. Sendo assim, é lógico que os ciclistas tenham como reivindicação, além do respeito por parte dos motoristas de modo geral, a ampliação de ciclovias e ciclofaixas, inclusive para que mais pessoas se sintam seguras para optar pelo uso da bicicleta como meio de transporte.

      3 – Se o intuito é andar de bicicleta por lazer (ou “celebração” de um grupo, culto religioso, ou qualquer coisa do tipo), não seria também lógica a opção por vias menos movimentadas, áreas de parques e as ciclovias existentes, em vez dos ambientes de asfalto, concreto e poluição das grandes avenidas, e ainda em horários de tráfego intenso?

      4 – Seja para passear, ou para deslocar-se entre sua residência e o itinerário do passeio, e sobretudo para usar-se a bicicleta como meio de transporte no dia-dia, é inveitável que ciclistas compartilhem as rodovias com automóveis e veículos maiores. Nesse caso, se o ciclista quer ter o direito de transitar como qualquer outro veículo, ele também tem o dever de respeitar as regras de trânsito, o que inclui, por exemplo, os semáforos, as faixas de segurança de pedestres, as vias preferenciais, e alguns princípios básicos de educação no trânsito como:

      a) “Nunca trancar o cruzamento”.
      Não temos o direito de prejudicar o deslocamento dos outros quando estes têm a preferência. É uma questão civilidade, de não transformar o trânsito numa guerra entre egoístas.

      b) “Dar preferência a quem está mais rápido”.
      É preciso ter paciência no trânsito, mas não é preciso causar incômodos propositalmente. Especialmente se a velocidade do veículo é segura e está dentro dos limites legais definidos para a rodovia, é injustificável a atitude de obrigá-lo a reduzir quando pode-se usar a pista da direita e dar passagem.

      c) “Veículos lentos trafegar pela direita”.
      Se o veículo irá trafegar sempre mais lentamente do que a maioria dos outros, deve manter-se na pista da direita. Um grupo de ciclistas, por exemplo, ocupando todas as pistas de uma avenida, sendo sabedores de que há um contingente de automóveis sendo freados por eles, estão, na prática, agindo de forma egoísta e exercendo o mesquinho poder de atrapalhar gratuitamente a vida alheia, prevalecendo-se da condição da condição de “massa”, e de estar na frente. Pra que fazer questão usar todas as pistas?? Isso em nada se confunde com um engarrafamento, por exemplo, pois, nesse caso, o problema é a quantidade de veículos, trafegando na mesma rodovia, no mesmo horário, mas ninguém está propositalmente trancando ninguém, pelo contrário, o que todos querem é sair daquela situação o quanto antes. A analogia mais precisa com a situação citada, obviamente não seria de um congestionamento, e sim, de outros veículos lentos ocupando propositalmente todas as pistas, como, por exemplo, três tratores que, ao invés de andarem pela direita, resolvem andar lado a lado, simplesmente para trancar o trânsito, prevalecendo-se de sua condição de estar na frente dos demais. Não temos o direito de julgar e ter pretensão de controlar a pressa alheia. Mesmo porque, mesmo uma situação aparentemente supérflua de uma pessoa trafegando sozinha em seu carro particular, por exemplo, pode ser reflexo de um dia extremamente corrido, sendo a locomoção no próprio carro a melhor forma encontrada pela pessoa para sair de seu local de trabalho, passar em mais algum outro lugar que tenha precisado e ir, e ainda tendo que buscar os filhos na escola, e depois ir para sua casa em outra região da cidade. Sem contar que, além de carros particulares, existem pessoas cansadas, voltando de suas jornadas de trabalho, mal acomodadas em ônibus lotados.

      • Camila Oliveira 11/03/2012 às 11:35 AM #

        Rodrigues, muitas questões, acho que vale a conversa ao vivo, por isso, te convido a aparecer na próxima bicicletada para conversarmos. Toda ultima sexta-feira do mês, na praça do ciclista (Paulista x Consolação).
        Me confirme se poderá ir pois tenho aula e não estou conseguindo comparecer ultimamente mas arrumo um jeito.

        Abraço.
        A vida tem sempre preferência.

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