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Uma bicicleta em minha vida

1 jun

O Encontro

Comecei a utilizar a bicicleta como meio de transporte urbano em março de 2011, em Florianópolis, cidade onde morava. Da Ilha, eu iniciei uma pesquisa intensa sobre o movimento ciclístico de São Paulo, já que estava em processo de mudança para a capital paulista. Foi quando descobri o coletivo e entrei em contato com as meninas.

A Bicicleta

Recebi um presente ontem, quando abri uma mensagem da Gabriela Kato me convidando para integrar o hall de autoras do blog. Com um sorriso arregaçado, aceitei de pronto. Sinto-me muito feliz em poder participar do grupo, que me acolheu sem titubear, dando-me total cobertura para que eu desenvolva todo o meu potencial ciclístico. Há facilitadores para eu esticar as minhas letras por entre a página do coletivo, como, por exemplo, a minha prática de escrita diária, o meu novo olhar sobre um novo mundo, já que estou dando as minhas primeiras pedaladas em São Paulo – as razões cabíveis para eu estar a rabiscar estas linhas são diversas. Existe uma, contudo, forte e transformadora, que me une às mulheres que participam do Pedalinas de maneira imensurável: a paixão que temos pela bicicleta. Quando amamos muito algo, entregamo-nos às possibilidades, sejam elas quais forem, estejam onde estiverem, o que nos move nos abre, modifica e leva a um encontro real, pleno, singular.

Pedalar é deixar-se guiar pelo sentimento, pelo toque da cidade, das pessoas, do mundo ao redor, do corpo que responde ao estímulo do nosso movimento sobre duas rodas, da alma que se expande a cada nova descoberta nossa ao ar livre. Pura mágica! Não me resta dúvida: todas as integrantes do Pedalinas captarão de instantâneo as minhas impressões e assinarão embaixo do descritivo. Eis o nosso ponto de comunhão. Estamos juntas neste diálogo por uma vida melhor, por um presente mais harmonioso, por um futuro integrador e sustentável. A nossa intenção é a de instigar a reflexão de mais e mais mulheres, trazendo-as para perto de nós e para cima de uma bicicleta. O coletivo, que atua há dois anos com o objetivo de difundir o uso da magrela como meio de transporte e de incentivar a autonomia da mulher no trânsito, desde a sua fundação, recebe novas adeptas. Eu sou uma delas.

A Oficina

PEDALANDO NA RUA E TRAÇANDO CAMINHOS

Participei, no sábado passado, dia 28 de maio, do meu primeiro encontro no Pedalinas. Com o tema Pedalando na rua e Traçando caminhos, as ciclistas mais experientes apresentaram para cerca de 12 mulheres, entre veteranas e iniciantes, dicas sobre postura no trânsito, direção defensiva, mapeamento de ruas e avenidas alternativas para trajeto, opções intermodais e uso de ferramentas como Google Maps e Bikely para traçar rotas pela cidade.

 


Penso que a oficina foi um espaço de troca de informações, aprendizado e integração muito útil e fundamental para todas as participantes. Por meio de encontros como o de sábado, eu irei adquirir a segurança e os conhecimentos necessários para enfrentar sozinha o trânsito de São Paulo. A meta é vencer, a cada dia, uma barreira para conquistar o meu espaço como cidadã e usuária da bicicleta na cidade. Não será uma tarefa fácil, o desafio é grande, os perigos são reais, os motoristas desrespeitosos, mas esta foi uma escolha que fiz para a minha vida – uma das mais verdadeiras e belas – e não acho justo abrir mão do que sou e quero para mim e para o mundo por conta da imposição de uma cultura de mercado motorizada. As Pedalinas são peça decisiva na construção deste sonho.

ALGUNS CLIQUES

 

Obrigada meninas. Vamos em frente. Até a próxima.

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