Archive by Author

Convivência: nós acreditamos!

3 mar

Acreditamos na CONVIVÊNCIA PACÍFICA e no COMPARTILHAMENTO DAS VIAS.

No veículo MAIOR que zela pela segurança do menor.

Acreditamos no RESPEITO à VIDA.

Por isso, nos encontramos hoje, primeiro sábado do mês, às 15h na praça d@ ciclista.

Se a tristeza dói e a saudade fere, nós também pedalamos! Por nós, por Julie.

 

Anúncios

Birdwatcher urbana

5 set

“Pra ver, os olhos vão de bicicleta até enxergar” – O Caroço da Cabeça – Marcelo Fromer / Nando Reis / Herbert Vianna

 

O birdwatching, ou observação de aves tem se tornado uma espécie de hobby que venho descobrindo já há algum tempo por causa das minhas pedaladas pela cidade.

Diferente dos “verdadeiros” birdwatchers, que se preparam para ir a campo nos horários mais propícios à observação de aves, cedinho ou ao entardecer, munidos de câmeras, binóculos, olhos e ouvidos treinados, eu, em cima de minha bicicleta, pelo simples ampliar dos horizontes que ela proporciona, passei a notar as aves da cidade, os diferentes cantos, cores, formas e comportamentos, tudo isso a caminho do trabalho.

Escolher caminhos alternativos e fazer deles meus trajetos de bicicleta pela cidade, além de mais seguro e agradável do que pedalar por avenidas, proporciona também grandes surpresas como ruas cheias de árvores, flores, e claro, aves.

Bem-te-vis, periquitos, sabiás, beija-flores, quero-queros e tantos outros. Seja pousado em uma árvore, num ninho em plena Avenida Rebouças ou cruzando a rua tranquilamente, eles enchem meus olhos e coração de alegria. Fico pensando se sempre estiveram ali sem serem notados, ou se surgiram há pouco. Onde foram parar os pardaizinhos da minha infância que hoje não vejo mais? E esses periquitos verdinhos que só notei há poucos meses?

Canteiro central da Av. Rebouças, cruzamento com a Rua Capitão Prudente, refúgio do joão-de-barro

Mantenho essas perguntas em mente como mistérios a serem descobertos aos poucos. Como leiga, me perco com nomes, espécies… dificilmente sei distinguir um bem-te-vi  de um suiriri (qual dos dois mesmo é o que tem a listra branca na face?) ou o sabiá-poca do sabiá-barranco, mas me encanto ao vê-los e ouvi-los, me sinto privilegiada e desejo que mais pessoas os percebam em seu dia-a-dia.

Raramente consigo fotografa-los, seja por não estar com a câmera, ou porque é meio difícil mesmo já que são ágeis e somem quando menos se espera, mas os registros ficam, talvez ainda mais valiosos, por estarem somente em minha memória.

Aquele pontinho vermelho ali no meio é um tiê-sangue! - Rua José de Souza Ferreira - zona oeste

Lembro da primeira vez em que ouvi a vocalização de um papagaio selvagem, aqui, na pracinha na frente de casa, bem diferente do “loro, loro” que infelizmente paira nas gaiolas por aí. Não foi necessário muito esforço pra perceber que o casal vem dormir aqui na praça, saindo de manhazinha, sempre na mesma direção. Pra onde será que vão? Onde passam o dia?

Papagaio de vida livre não fala "loro"

Aos poucos vou descobrindo as respostas, mas uma coisa é certa, meus dias ficam mais felizes por causa destas aves encantadoras!

 

LibVee

21 jul

Quem participou do evento em SP no último domingo sabe dos diversos problemas que as bicicletas apresentaram. Por isso a fabricante promete providenciar os consertos necessários neste fim de semana no Memorial da América Latina, confira aqui.

Mas além de fazer essa divulgação do conserto, gostaria de deixar um AGRADECIMENTO ENORME às Pedalinas que estiveram no evento, principalmente as não inscritas, que foram até impedidas grosseiramente pelos organizadores de se juntar ao pessoal de camiseta azul, mas que não pouparam esforços para consertar as bicicletas dos participantes que ficavam pelo caminho, utilizando suas próprias ferramentas e colocando em prática os conhecimentos adquiridos nas Oficinas do coletivo!

Foram muitas Anas, Alines, Carinas e Evelyns que, movidas pela solidariedade, fizeram a diferença naquela fatídica noite.

O mesmo agradecimento aos meninos (pedalinos? pedalindos! hehe) que por ali estavam por acreditar no propósito de colocar mais ciclistas nas ruas e que sacaram as ferramentas e fizeram o que podiam no intuito de ajudar quem precisava. Willians, Joãos e muitos mais!

É esse espírito de cooperação, coletividade, respeito e consideração pelo próximo que nos move! Um grupo não é grupo se alguém foi deixado pra trás!

 

 

Que fique o exemplo aos organizadores deste e de outros eventos de bicicleta.

 As PESSOAS tem que ser mais importantes e não a fluidez, o horário ou uma pulseirinha numerada. É a interação que faz a diferença!

A vivência que queremos é a humanização das ruas. E as grandes mudanças vem da paixão das pessoas.

Indo mais longe…

18 jun

Sábado passado rolou a Oficina Indo mais longe: pedal de longa distância e cicloviagens.

No Espaço Contraponto, as pedalinas Jeanne e Verônica mostraram como se planejar para encarar uma pedalada de maior quilomentragem como o Audax (onde inclusive algumas pedalinas estão hoje!) e também das cicloviagens, contando suas experiências e dando diversas dicas incríveis num bate-papo super descontraído e acolhedor.

Também recebemos integrantes do Meninas ao Vento, um grupo de mulheres que se deslocam pra cima e pra baixo (literalmente!) em Salvador. Essa troca de experiências é fundamental e muito prazerosa pra nós!

Para quem estava presente rolou um desafio: colocar toda a “tralha” que a Verônica levou pra demonstração nos alforges e montar tudo em cima da bicicleta!

A tralha toda…

e bora colocar tudo em cima da magrela.

Missão cumprida!

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos objetivos desta oficina foi planejar a primeira cicloviagem as Pedalinas, pra fechar o ciclo de oficinas que nós deu oportunidade de falar para mais mulheres e perceber que tem muita gente interessada em colocar a bicicleta no seu dia-a-dia.

 O destino escolhido foi Sorocaba, uma cicloviagem por caminhos já conhecidos de muitas meninas, um pedal tranquilo, onde faremos algumas paradas pra recuperar forças e contemplar o caminho.

A cicloviagem está marcada para dia 02 de julho. Até lá, sugerimos alguns treinos e vamos marcar alguns pela nossa lista de discussão, apareçam por lá meninas. Também vamos fazer uma revisão nas bicicletas e checar todos os detalhes na semana do nosso grande dia!

Acho que o planejamento da viagem faz parte do prazer de viajar, eu já estou vivendo tudo isso desde aquele dia (meu checklist já está pronto, haha!)

 Bora cicloviajar mulherada!
 

A voz dos ciclistas invisíveis de São Paulo

15 jun

Confesso que está difícil escrever algo depois da morte de mais um ciclista na cidade de São Paulo. Na noite desta segunda-feira, onde a vida de Antonio Bertolucci foi interrompida, ciclistas amigos chegavam com os olhos marejados e se abraçavam em silêncio. Não havia palavras para expressar o que sentíamos. A sensação de uma luta em vão pelo respeito à vida… a tentativa de compreender, olhando para aquela curva , perto da faixa de pedestres e do semáforo.. como pôde um motorista atropelar a vida e os sonhos de outra pessoa? As desculpas são as mesmas de sempre, mas a verdade é conhecida: falta respeito à vida, respeito ao próximo.. vemos isso diariamente no trânsito, é só olhar em volta. Pessoas dirigem com uma mão só falando ao celular, aceleram para passar na frente do pedestre antes que ele atravesse a rua, ônibus ignoram a presença de ciclistas e os pressionam na via, já que são maiores, não sofrem nada.. e etc.. e etc..

Difícil traduzir tudo isso em palavras, mas acabo de ouvir a entrevista de uma amiga, Aline Cavalcante, nossa querida @pedaline, que conseguiu dizer tudo que sentia e que estava engasgado até então.

Espero que o desabafo dela, que é também o meu e de muitos, chegue não só aos ouvidos dos motoristas, mas ao coração. Para que deixem de avaliar o preço de uma vida e passem a respeitar as que cruzarem seus caminhos.

Chega de mortes no trânsito. Ninguém precisa perder a vida indo até a padaria, ou ao trabalho, ou para a praia no feriado..

Há os que respeitam, sabemos, e estes apoiam a nossa luta por um trânsito mais humano através de atitudes responsáveis nas ruas (e não com adesivos de coraçãozinho no carro) e até com mensagens de apoio como vimos no último post deste blog, mas falamos aos que ainda não perceberam que um veículo com mais de uma tonelada e que acelera, pode matar.

As pessoas tem vindo até mim comentar o que aconteceu, chocadas com a brutalidade de uma morte como essa, algumas, inclusive, me dizem que temos que fazer alguma coisa.

Pois bem, informo a todos que continuaremos fazendo. Que continuaremos pedalando e ocupando as ruas, cada dia mais. Que nos abalamos e muito, mas que não desistiremos de construir a cidade que sonhamos. Uma cidade mais humana e agradável para todos. Portanto, não pedimos que todos gostem de ciclistas, nem de pedalar, mas exigimos respeito. E vamos continuar a exigi-lo nas ruas, cada vez mais e mais.

Por isso, amigo motorista, se ainda não o fez, aprenda a respeitar. A bicicleta já faz parte do cotidiano da cidade há muito tempo e fará cada dia mais. E mais. E mais. Seja cidadão e compartilhe a via, proteja a vida, amanhã pode ser você a pedalar, ou seu filho, seus pais, ou seu amor. Entenda: sua pressa não vale uma vida. Pratique a tolerância. Chega de “fé em Deus e pé na tábua”. Tenha fé NA VIDA. Na sua, e na dos outros. Eu só quero chegar viva em casa.

Esse post vai sem foto, já que somos invisíveis, que ao menos a nossa voz tenha vez..

Simplesmente Carina Chandan

23 maio

Próximas oficinas Pedalinas

20 maio

As oficinas temáticas das Pedalinas tem rolado aos sábados e tem sido momentos divertidos e transformadores. Ainda temos muito a dizer e fazer, mas neste sábado dia 21 não haverá encontro.

 

Confira abaixo o que ainda vai rolar:

28/05 – Oficina – Pedalando na rua e traçando caminhos

04/06 – Papo: Uma mulher na bicicleta incomoda muita gente + encontro mensal

11/06 –  Oficina – Indo mais longe: pedal de longa distância e cicloviagens

02/07 – Cicloviagem das Pedalinas!

 

Todas as atividades serão confirmadas com antecedência e maiores detalhes, portanto fiquem de olho no blog, ok? E todas as meninas que aprenderam a pedalar na oficina “Primeiras Pedaladas” estão sempre convidadas a aparecer pra treinar: bicicletas sempre disponíveis:) Quer aprender? Também é bem-vinda! Só escrever pra nós: pedalinas.sp@gmail.com

Mas não é só porque não tem programação com as Pedalinas que você vai deixar de pedalar e se divertir tá! Nossa sugestão para este sábado é conferir a Oficina Temática do pessoal da Ciclocidade:

Convide os amigos, forme um bonde e siga pra lá pois vai ser um dia incrível! Sem companhia? Não esquenta, lá vai ter muito calor humano, apareça!

%d blogueiros gostam disto: