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O primeiro Encontro

11 ago

Toda vez que vou fazer algo pela primeira vez tenho aquela sensação boa, mas ao mesmo tempo assustadora de “Como será?”. Fico pensando em mil coisas que podem dar errado, fora aquele friozinho na barriga que fico dias antes.

No meu primeiro encontro com as Pedalinas não poderia ser diferente. Um dia antes, quando estava fazendo alguns ajustes na bike, minha barriga já estava gelada. “Será que vai dar certo?” “Será que vou gostar?” “E se eu chegar atrasada e elas saírem sem mim?”… Tudo isso (e mais um pouco) passou pela minha cabeça, mas mesmo assim eu não ia desistir, seria o meu primeiro encontro de muitos que viriam, eu precisava disso.

Acordei inspirada naquele dia, cada vez mais ansiosa. Após o almoço meu bike anjo/namorado chegou para me buscar, iríamos até o metrô e de lá eu prosseguiria sozinha para encontrar (e conhecer) uma colega que estaria me esperando na estação Consolação.

O relógio marcava 14h55 quando cheguei à estação, passei com a bicicleta para o outro lado da catraca e esperei. A cada minuto que passava meu estômago, já sensível, gelava ainda mais. Após 20 minutos esperando eis que surge a colega e mais uma que ela conheceu no metrô.

Feitas as devidas apresentações prosseguimos (de escada rolante e pela calçada) até a Praça do Ciclista.

Acho que tinha umas 30 meninas com suas bikes de variadas cores, tamanhos e modelos. Ficamos num cantinho que havia sobrado conversando e nos conhecendo melhor, além de puxar conversa com as meninas que estavam mais próximas.

Pouco tempo depois chegou a Gabi com um sorriso no rosto, muita simpatia e adesivos para nos entregar. Super atenciosa ela ainda ficou uns minutinhos conversando com a gente. Naquele momento percebi que bastava estar lá para fazer parte do grupo, só isso, simples assim.

O passeio demorou um pouco bastate para começar. A Aline estava sendo entrevistada, algumas meninas ajustavam suas bikes e iríamos esperar mais 2 meninas que estavam chegando.

Pronto, as meninas chegaram, tiramos uma foto (que por acaso eu não sai) e… o pneu da Aline estava furado! Ok, isso não é um problema quando há várias meninas que entendem de mecânica de bike no grupo. Problema resolvido!

O passeio começou, seguimos a Avenida Paulista em frente toda vida, que delícia! Por onde passávamos todo mundo olhava, éramos a atração, causamos as mais variadas impressões e reações, estava orgulhosa de mim mesma por fazer parte daquilo. Em certo momento ouvimos um pai dizendo: “Olha filha, as bicicletas estão invadindo a cidade!”

Durante o trajeto aproveitávamos para conversar mais ainda e fazer barulho nas ruas… “Mais pedalinas, menos gasolina!”

Ruas tranqüilas ou nem tanto, pouco importava o espaço que iríamos utilizar. Aquele era nosso dia e iríamos ocupar as ruas, os motoristas querendo ou não. Não vou dizer que não houve finas e motoristas chatos, mas as mais experientes tiravam isso de letra, sempre tentando proteger as iniciantes seja fazendo corking (é isso?!) para fechar os faróis ou pedalando no ritmo da outra só para acompanhá-la.

Pedalamos poucos quilômetros e chegamos ao que parece ser o Parque da Aclimação (ou pelo menos foi o que disseram), sentamos, nos espalhamos pelo pequeno lugar localizado numa ruinha bem tranqüila, fomos comer na padoca do português, etc.

O passeio terminou com uma baita subida que nem quem está acostumada com a Augusta conseguiu, mas isso também faz parte. Eu voltei toda feliz para casa pensando em como seria o próximo encontro e satisfeita por ter conhecido tantas pessoas legais num só dia.

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