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Troquei o motor pelo pedal

28 ago

Tudo começou na sexta-feira de manhã quando meu carro resolveu quebrar novamente. Levei na oficina e a notícia: “Só fica pronto na terça!”.

Seriam 5 longos dias (que acabaram se estendendo para 6) sem meu vício, minha dependência.

Acontece que todo domingo eu almoço no Sesc Pompéia, que são exatos 6 quilômetros da minha casa. O que fazer? Ficar sem comer? Fazer almoço em casa, sozinha, com armário e geladeira vazios? Ficar horas no ponto esperando ônibus? Ou pedalar até lá?

Se fosse antes, teria feito outra escolha, mas depois de conhecer as Pedalinas… Peguei minha bike e fui pedalando, sozinha, mais de 12 quilômetros entre ida e volta, com a cara e a coragem, e várias subidas no percurso.

Cheguei para almoçar quase sem fôlego e cheia de prazer e emoção, afinal, foi uma meta alcançada, uma conquista, uma superação dos meus limites e coragem.

Voltei para casa cansada e com um sorriso de vitória no rosto que eu mal podia acreditar.

Bom, já peguei meu carro, mas adivinha como vou almoçar no próximo domingo…

“Quem acredita sempre alcança!”

Renata Ramos

A emoção da primeira vez

14 ago
Sabe aquela sensação gostosa de liberdade quando o vento bate frio em seu rosto e seu sorriso se abre automático, junto de um suspiro profundo? Já sentiu o prazer de ver pessoas te olhando com olhos arregalados de susto e admiração? E um “olho-no-olho”, sem dizer nada, dizendo tudo, e ter a certeza de que a pessoa te entendeu totalmente? Pois é… Isso tudo eu senti quando fui passear com as Pedalinas no último sábado.

A emoção tomou conta de mim e senti um prazer enorme naquilo: Pedalar em plena Avenida Paulista, em meios a centenas de carros, com seus motores barulhentos e poluentes, com seus motoristas impacientes e desesperados naquele trânsito quase parado, e, claro, com uma baita inveja da nossa liberdade, agilidade e disposição.
Eram mais de trinta mulheres, cada qual com sua história, mas todas com o objetivo bem definido de mudar o rumo de suas vidas.
Os olhares brilhando deixavam claro o bem que a bicicleta fez à todas.
Além disso, o carinho, o respeito, o apoio e a receptividade das “veteranas”, pessoas que já passaram pela experiência da “primeira vez”, nos deixaram tão à vontade e nos sentindo tão bem-vindas, que entrei já me sentindo parte do grupo.
Parabéns pela iniciativa. É assim que se faz um mundo melhor e pretendo ajudá-las nisso!
Renata Ramos

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