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Quem faz 15, Faz 100 (Km)!!!

6 jul

Há tempos, eu cultivava a ideia de pegar a minha bike e sair viajando por aí, mas, por “n” motivos, adiei a minha primeira cicloviagem por mais de um ano. Até que, umas semanas atrás, foi confirmado que se realizaria a 1ª cicloviagem organizada pelas Pedalinas, especialmente para iniciantes!

A princípio, vieram três pensamentos à minha mente:
1) Nossa, estou há mais de dois meses sem chegar perto da minha bike, e meus trajetos casa-trabalho dificilmente ultrapassam 15 Km. Será que vou aguentar?
2) Putz, a previsão do tempo diz que vai chover no sábado… Como faço?
3) Daaaane-se!!! Eu vou!!!

Logo, tive que tomar vergonha na cara e sair atrás de várias coisas para a minha bike. Revisão, instalação de para-lamas e bagageiro, compra de câmaras reserva (para o caso de furar o pneu) e procura de alforge ou caixote para levar a minha bagagem.

No final, resolvi essa parte de “carregamento” com um cestinho de arame emprestado da Carina, que prendi no bagageiro com enforca-gato (também conhecido como abraçadeira ou fita Hellermann) cedido pela @pedaline. Para segurar a mochila dentro do cesto, usei uma rede de elástico, com presilha estilo aranha.

Redinha pra prender por cima do cesto e não deixar tudo voar

A rede de elástico em ação, segurando as minhas tralhas. (foto: @pedaline)

Providenciadas essas coisas básicas, fiquei torcendo para que não precisasse de capa de chuva também e… TCHARAM! Na sexta-feira, o site de previsão do tempo se atualizou e antecipou só uma manhã nublada, em vez de chuva!!!

Com uma certa dose de milagre, consegui acordar cedo no sábado e fui à Praça d@ Ciclista me encontrar com as meninas que me acompanhariam na viagem.

Madrugando na Paulista. (foto: @pedaline)

Todas reunidas, saímos às 8 da manhã e fomos enfrentar uma das partes mais tensas do trajeto: a saída da cidade de São Paulo. Primeiro, subimos dois viadutos para atravessar as marginais Pinheiros e Tietê, trocamos de faixa para subir a alça de acesso à rodovia Castelo Branco, mega adrenalina para atravessar a pista e tals.

Passados esses momentos de tensão, o restante da viagem foi bem tranquilo, com apenas um furo de pneu entre as meninas. Contudo, esse pequeno contratempo logo foi resolvido com uma bomba de ar pra quebrar o galho e com um kit remendo (item essencial para se carregar a qualquer momento de bike) no primeiro posto onde já planejávamos parar.

Entre os Km 34 e 37, uma subidinha que exigiu um pouco mais de nós. Não era muito íngreme, mas não era precedida por uma descida que pudéssemos aproveitar para pegar mais embalo e facilitar a subida. Foi o primeiro desafio psicológico que enfrentei, contornado com marchas engatadas no modo mais leve e uma pedalada beeeem mais devagar. Sempre com as meninas acompanhando o ritmo ou parando para esperar quem ficava para trás.

Paramos no Km 53 e algumas de nós fomos comer um almoço de respeito. Uma dica que a Evelyn deu é que, apesar de ter dois restaurantes caros logo à vista da estrada, ao fundo de um posto para caminhões ao lado se encontra um restaurante de prato-feito a R$8,50. E muito bom. Para quem é vegetariana, é só conversar com @ atendente, que preparam porções à parte.

Km 53, metade do caminho!

Depois, a subida ao longo de 11 km. Nada muito íngreme também, e bem mais leve do que a do Km 34. E a recompensa foi a mega descida gostosa com direito a um trecho entre paredões de pedra. Atingindo 60 km/h de bike.

Ah, certo, não nego que rolou dores nos braços e costas, além de ter que ficar mudando a posição em que me sentava a toda hora. Nada muito sofrido, porque ainda consegui me levantar, andar e pedalar no dia seguinte, rs.

Pernoitamos na casa dos pais da Evelyn, atenciosos e muito simpáticos, e conhecemos a irmã mais nova dela. Nos enchemos de pizza, algumas até de cerveja (lógico), e no dia seguinte devoramos churrasco.

Passeio pela cidade e visita ao apiário? Pffff… No sábado a gente chegou só a fim de tomar banho, jantar e conversar. E capotar de sono. No fim, a gente ficou comendo e colocando a conversa em dia. Talvez uma próxima vez a gente pegue um feriado prolongado pra passear mais, hueheuheue.

No domingo, pegamos um trecho de ciclovia até a rodoviária, onde pegaríamos ônibus de volta a São Paulo, e foi lindo passar por ruas praticamente vazias.

Mais lindo ainda foi passar ao longo de um rio que não fedia…

Uma coisa que aprendi com essa viagem é que, por mais que haja o pensamento do sedentarismo assombrando a gente, devagar e sempre chegamos (um bocado) longe. Afinal, de bike, quem consegue pedalar 15 km já está no ponto para enfrentar 100.

Editado: pra quem não foi por causa da previsão do tempo, pode ficar com mais invejinha ainda porque não caiu nem uma gota de chuva no caminho. E também não teve sol torrando as costas.

Editado 2: calça jeans não assou nem machucou, mas confesso que uma hora algumas partes do meu corpo começaram a ficar dormentes e formigando, rs. É provável que o estrago não tenha sido maior graças ao fato de ninguém ter precisado correr muito.

E malz pelo tom “meu querido diário” do texto. A ideia é mesmo só contar empolgada uma primeira aventura. =)

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Pedalar é…

8 set

O Willian Cruz do Vá de Bike  reuniu algumas frases de ciclistas expressando o que o ato de pedalar pode representar.

Percebi como estas experiências diversas, apesar de resumidas, podem ser inspiradoras e por isso repito aqui a ideia, convidando as pessoas que acompanham o blog a completar a frase:

Pedalar é…

A dica é deixar fluir o que vier à sua cabeça na hora e ir escrevendo:

Pedalar é ir pela descida se estiver calor, ou escolher uma subida pra esquentar quando faz frio.

É estar com sede, ver uma barraca de água de coco e não ter dúvida se dá pra parar.

É avistar uma família imensa de capivaras às margens do Tietê e parar pra observar e fotografar.

É chegar 10 minutos mais cedo quando “o trânsito” está parado.

É poder dispensar o aquecimento antes da aula de capoeira.

É encontrar um ciclista antes da travessia da ponte e atravessa-la batendo papo.

É dar informação sobre trajetos para os motoristas.

É buscar gasolina para uma motorista parada na Castelo Branco e por isso ser chamada pra fazer entrevista de emprego na concessionária da rodovia.

É torcer para o assunto “trânsito” parar na empresa pra você ter assunto pra conversar.

É mostrar que não precisa ser atleta pra pedalar alguns quilômetros.

É ter mais noção de distâncias e perceber que quase ninguém sabe a quilometragem de seus trajetos diários.

É parar no posto só pra calibrar os pneus. (e sempre explicar que não, o pneu não vai estourar!)

É sempre conhecer um caminho alternativo àquela avenida barulhenta e poluída.

É ouvir “aí sim!” TODO DIA e depois dar risada sozinha…

É fazer trim-trim pras crianças que te olham admiradas em cima da bicicleta.

 

E se pra você pedalar ainda não é, inspire-se aqui sobre o que pedalar pode ser e experimente!

Conversinha sobre marchas e subidas

23 jun

Quando começamos a pedalar é comum que enfrentemos alguns probleminhas com a troca de marchas em subidas. Durante a subida nós colocamos mais força no pedal do que o normal, e tentar trocar de marcha sem dar uma relaxadinha nessa força toda pode exigir muito da corrente. Este esforço pode fazer com que a corrente escape ou até mesmo se rompa e, a longo prazo, ainda pode diminuir a vida útil do conjunto, fazendo com que você tenha que trocar algumas peças mais rápido do que gostaria.

Uma forma bem simples de contornar este problema é sempre diminuir a marcha quando você vê que uma subida se aproxima. Caso você já se encontre no meio da subida e perceba que a marcha atual não é a mais adequada, tente dar umas 2 ou 3 pedaladas mais fortes e só então troque de marcha ao mesmo tempo que dá 1 ou 2 pedaladas mais leves – a idéia é que você faça a bicicleta rodar um pouquinho para poder relaxar a força no pedal por alguns instantes e trocar a marcha sem risco.

Conhece mais dicas sobre troca de marcha?

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