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Todas convidadas para o passeio de abril!

5 abr

E chega novamente o dia do passeio de bike das Pedalinas!
Nesse pedal tranquilo só para garotas, iniciantes são sempre bem-vindas!

Data: Sábado, dia 7 de Abril
Horário: A partir das 15h
Local: Praça d@ Ciclista (Av. Paulista x R. da Consolação)!

Qualquer dúvida, é só se inscrever na lista de e-mails e mandar uma mensagem, ou enviar um e-mail a pedalinas.sp@gmail.com.

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A Rua é de Todxs! Caminhada, Pedal e Piquenique – 25/03

20 mar

Andar na rua sem ninguém te atormentar deveria ser um direito de todo mundo. Mas não é. Algumas pessoas são assediadas. Por serem mulheres. Por serem transexuais. Por serem gays, lésbicas. Outras, correm risco de morrer ou ser atropeladas. Porque são ciclistas. Porque estão a pé, atravessando a faixa de pedestres.

Entendemos que isso não pode continuar. E nesse domingo, vamos nos encontrar para falar sobre isso, entre a gente e com as pessoas que encontrarmos no caminho. Um pedal e uma caminhada até o parque, aonde faremos um piquenique. E conversaremos. E trocaremos experiências. E nos afofaremos em virtude dos acontecimentos tristes do último mês – a perda de uma mulher e ciclista. Março é o mês da mulher, e um bom mês para lembrarmos que não queremos rosas, e sim, direitos. Como andar na rua. Sem ninguém encher o saco. Ou tentar nos matar.

A rua é de todxs. 😉

Imagem

p.s.: flyer lindo que a Gabi Kato fez.

p.s.s.: não esqueçam de levar comida para o piquenique!

p.s.s.s.: na Praça dx Ciclista, faremos cartazes e enfeitaremos as bikes com fitás lilás (a cor do feminismo). Mais ideias e iniciativas são muito bem-vindas. 🙂

Encontro 4 de Fevereiro!

2 fev

Quem faz 15, Faz 100 (Km)!!!

6 jul

Há tempos, eu cultivava a ideia de pegar a minha bike e sair viajando por aí, mas, por “n” motivos, adiei a minha primeira cicloviagem por mais de um ano. Até que, umas semanas atrás, foi confirmado que se realizaria a 1ª cicloviagem organizada pelas Pedalinas, especialmente para iniciantes!

A princípio, vieram três pensamentos à minha mente:
1) Nossa, estou há mais de dois meses sem chegar perto da minha bike, e meus trajetos casa-trabalho dificilmente ultrapassam 15 Km. Será que vou aguentar?
2) Putz, a previsão do tempo diz que vai chover no sábado… Como faço?
3) Daaaane-se!!! Eu vou!!!

Logo, tive que tomar vergonha na cara e sair atrás de várias coisas para a minha bike. Revisão, instalação de para-lamas e bagageiro, compra de câmaras reserva (para o caso de furar o pneu) e procura de alforge ou caixote para levar a minha bagagem.

No final, resolvi essa parte de “carregamento” com um cestinho de arame emprestado da Carina, que prendi no bagageiro com enforca-gato (também conhecido como abraçadeira ou fita Hellermann) cedido pela @pedaline. Para segurar a mochila dentro do cesto, usei uma rede de elástico, com presilha estilo aranha.

Redinha pra prender por cima do cesto e não deixar tudo voar

A rede de elástico em ação, segurando as minhas tralhas. (foto: @pedaline)

Providenciadas essas coisas básicas, fiquei torcendo para que não precisasse de capa de chuva também e… TCHARAM! Na sexta-feira, o site de previsão do tempo se atualizou e antecipou só uma manhã nublada, em vez de chuva!!!

Com uma certa dose de milagre, consegui acordar cedo no sábado e fui à Praça d@ Ciclista me encontrar com as meninas que me acompanhariam na viagem.

Madrugando na Paulista. (foto: @pedaline)

Todas reunidas, saímos às 8 da manhã e fomos enfrentar uma das partes mais tensas do trajeto: a saída da cidade de São Paulo. Primeiro, subimos dois viadutos para atravessar as marginais Pinheiros e Tietê, trocamos de faixa para subir a alça de acesso à rodovia Castelo Branco, mega adrenalina para atravessar a pista e tals.

Passados esses momentos de tensão, o restante da viagem foi bem tranquilo, com apenas um furo de pneu entre as meninas. Contudo, esse pequeno contratempo logo foi resolvido com uma bomba de ar pra quebrar o galho e com um kit remendo (item essencial para se carregar a qualquer momento de bike) no primeiro posto onde já planejávamos parar.

Entre os Km 34 e 37, uma subidinha que exigiu um pouco mais de nós. Não era muito íngreme, mas não era precedida por uma descida que pudéssemos aproveitar para pegar mais embalo e facilitar a subida. Foi o primeiro desafio psicológico que enfrentei, contornado com marchas engatadas no modo mais leve e uma pedalada beeeem mais devagar. Sempre com as meninas acompanhando o ritmo ou parando para esperar quem ficava para trás.

Paramos no Km 53 e algumas de nós fomos comer um almoço de respeito. Uma dica que a Evelyn deu é que, apesar de ter dois restaurantes caros logo à vista da estrada, ao fundo de um posto para caminhões ao lado se encontra um restaurante de prato-feito a R$8,50. E muito bom. Para quem é vegetariana, é só conversar com @ atendente, que preparam porções à parte.

Km 53, metade do caminho!

Depois, a subida ao longo de 11 km. Nada muito íngreme também, e bem mais leve do que a do Km 34. E a recompensa foi a mega descida gostosa com direito a um trecho entre paredões de pedra. Atingindo 60 km/h de bike.

Ah, certo, não nego que rolou dores nos braços e costas, além de ter que ficar mudando a posição em que me sentava a toda hora. Nada muito sofrido, porque ainda consegui me levantar, andar e pedalar no dia seguinte, rs.

Pernoitamos na casa dos pais da Evelyn, atenciosos e muito simpáticos, e conhecemos a irmã mais nova dela. Nos enchemos de pizza, algumas até de cerveja (lógico), e no dia seguinte devoramos churrasco.

Passeio pela cidade e visita ao apiário? Pffff… No sábado a gente chegou só a fim de tomar banho, jantar e conversar. E capotar de sono. No fim, a gente ficou comendo e colocando a conversa em dia. Talvez uma próxima vez a gente pegue um feriado prolongado pra passear mais, hueheuheue.

No domingo, pegamos um trecho de ciclovia até a rodoviária, onde pegaríamos ônibus de volta a São Paulo, e foi lindo passar por ruas praticamente vazias.

Mais lindo ainda foi passar ao longo de um rio que não fedia…

Uma coisa que aprendi com essa viagem é que, por mais que haja o pensamento do sedentarismo assombrando a gente, devagar e sempre chegamos (um bocado) longe. Afinal, de bike, quem consegue pedalar 15 km já está no ponto para enfrentar 100.

Editado: pra quem não foi por causa da previsão do tempo, pode ficar com mais invejinha ainda porque não caiu nem uma gota de chuva no caminho. E também não teve sol torrando as costas.

Editado 2: calça jeans não assou nem machucou, mas confesso que uma hora algumas partes do meu corpo começaram a ficar dormentes e formigando, rs. É provável que o estrago não tenha sido maior graças ao fato de ninguém ter precisado correr muito.

E malz pelo tom “meu querido diário” do texto. A ideia é mesmo só contar empolgada uma primeira aventura. =)

De Bike na Paulista

6 out

Choveu na sexta. Choveu no sábado de manhã. O convite dizia que mesmo com chuva o encontro de Outubro das Pedalinas aconteceria, às 14h:30.
Apesar de não ter bicicleta (quer dizer, eu tenho uma, só que o pneu está furado) não dava para eu levá-la no trem. Mas isso é o que eu pensava até então.

 

Pedalinas na Paulista

 

Depois de 1h e pouquinho de viagem cheguei à Praça do Ciclista, que fica na travessa da Paulista com a Consolação. Cheguei cedo até.
De longe vi uns carros de uma emissora de TV, câmeras e maquiadores. Pensei que era algo com as Pedalinas, mas não era. Todo esse “âue” era para uma gravação de uma novela.
Cheguei e a primeira que encontrei foi a Sílvia.
Conversamos um pouco, perguntei se vinham mais meninas e ela disse que sim. Contou um pouco de sua relação com a bike e há quanto tempo estava pedalando.
Logo foi chegando mais e mais gente. Cada uma com seu estilo e suas bikes personalizadas. Cestinha, flores, capacete rosa, adesivos como “1 carro a menos” e assim por diante.
Aquela reunião foi me deixando com mais vontade de participar. Mas o problema era a falta de uma bike. Até que a Aline resolveu meu problema.
Sacou o cartão de crédito e alugou uma magrela pra mim. Confesso que fiquei com medo.
Mogi é uma cidade tranqüila. Em São Paulo eu só ando de ônibus ou metrô. Nunca me passou pela cabeça andar de bike em plena Av. Paulista um dia. Mas a vida é assim mesmo.
Coloquei o capacete, a mochila nas costas comprei uma garrafinha de água e segui o comboio que saiu lá pelas 15h  da praça.


A primeira pedalada dá uma sensação de liberdade. Pode parecer piegas isso, mas é verdade. O vento batendo no rosto, as pernas em sintonia com a bicicleta, me senti feliz naquele momento. Tão simples, mas tão simbólico.
As pessoas nas calçadas, nos pontos de ônibus ou até mesmo de dentro dos carros estranham. É curioso perceber a expressão deles. Alguns olham com cara feia, outros dão um leve sorriso de aprovação.
Os taxistas _não todos_ são um pouco grosseiros. Não só eles, mas os que estão dirigindo qualquer veículo que tenha quatro rodas ou mais. Parece que a rua foi feita só para carros. A grande maioria, enxerga os ciclistas com um estorvo no trânsito. Senti na pele.
Uma coisa interessante…
Pude reparar com mais calma as paisagens ao meu redor. Tudo bem, que no começo a insegurança de ser atropelada a qualquer momento me deixou um pouco apreensiva,  ainda assim, me deparei com situações que no cotidiano passam despercebidas.
Achei o percurso super simples. Eu que não faço exercício físico agüentei numa boa. Ok, ok. A subida da Al. Campinas me fez saltar da bike e sair empurrando. Mas não fui só eu… Outras pedalinas me acompanharam. E quando chegamos ao ”topo” lá estavam todas esperando a gente.
Nunca tinha ido até o Pq. Ibirapuera. Achei demais andar de bike lá dentro.
Quando mandei um e-mail solicitando uma reportagem às pedalinas, escrevi que gostaria de entender o espírito do grupo. E me surpreendi. Há uma camaradagem presente. Apesar de muitas irem ao pedal pela 1º vez, parece que se conhecem há tempos. Existe uma sintonia muito boa.

 

Mãos na Graxa!

 

Foi fácil comprovar isso quando o pneu da Celina furou. Uma emprestou as ferramentas, a outra se propôs a ajudar e num minuto a bike estava pronta novamente. Pedalinas com a mão na graxa, literalmente.
No Parque, instalamos as magrelas próxima a uma lanchonete, juntamos umas mesas e começamos a conversar. Ouvi atentamente. Cada uma possui uma história bacana pra contar. Isso acaba motivando de certa maneira.
Não existe aquele discurso moralista. Ande como achar melhor. Não há regras nem fórmulas. O começo pode ser complicado, mas tudo se ajeita.
Já de noite e, sem previsão de chuva, voltamos à praça.  O retorno foi tranqüilo, tirando o morro (rs).
Entregamos a bike e eu parti pra Mogi. Antes peguei o metrô com uma pedalina e o amigo dela. Os dois de bike. Gostei da cena! Aí sim, hein!

 

Próxima estação...

 

* O passeio me instigou a trocar o pneu da minha bike. Quem sabe!

Agosto das Pedalinas

9 ago

Não dá pra negar que estávamos bastante otimistas e ansiosas com o encontro de agosto. A repercussão na mídia esse mês foi intensa, saímos em vários canais e recebemos muitos emails na lista de discussão. Mais pessoas conheceram as Pedalinas e isso deveria atrair outras meninas ao grupo.

Mas a surpresa foi maior do que o esperado. Cerca de 30 meninas participaram do passeio que aconteceu esse sábado, dia 07/08, saindo da praça do ciclista em direção a outra praça na Aclimação. Lá fizemos um piquenique muito gostoso e conversamos com as novatas.

A tarde estava linda, ensolarada, cheia de boas energias e empolgação. Era nítido o brilho nos olhos de muitas que pedalavam pela primeira vez na Avenida Paulista! Ainda sem intimidade com a bike, as novas Pedalinas eram protegidas pela massa de mulheres que conversavam entre si sobre como se posicionar no trânsito.

Inegavelmente o caos de São Paulo assusta no começo, vários motoristas passam colados na gente, outros sorriem e buzinam (dificil é diferenciar se é de alegria ou repreensão). Mas ocupamos tranquilamente a faixa da direita deixando livre a faixa do ônibus. O trajeto foi gostoso e a pedalada super tranquila, no ritmo delas!

O piquenique, nem se fala!! Uma delícia!! Fomos nos apresentando uma a uma e contando um pouco da nossa história com a bicicleta, essa troca de experiências é uma das partes mais legais do passeio. Comemos, bebemos, conversamos, sorrimos, alongamos e nos divertimos MUITO! Até o cair do sol quando resolvemos voltar para a praça do ciclista.

Algumas meninas foram ficando pelo caminho, no metrô ou na companhia de quem seguiria por outros rumos. A solidariedade é uma das características mais marcantes entre os ciclistas que não poupam esforços para deixar o outro bem!

E foi assim, numa tarde e noite deliciosas que fizemos nosso encontro de agosto. Ficará marcado na lembrança de todos nós durante muito tempo!! Obrigada a todas e parabéns pelo belissimo pedal!!

Nossas fotos estão sendo atualizadas aos poucos aqui

PS.: Deixamos pré-agendada nossa próxima ‘oficina com a mão na graxa’ que provavelmente será dia 28/08!! Fiquem ligadas que em breve termos mais informações!

Pedal e Piquenique

5 ago
Mais um chamado pra vocês NÃO ESQUECEREM que sábado, dia 07/08, tem encontro das Pedalinas + piquenique no parque!!!!
Quem puder já levar comidinhas, ótimo.. mas no caminho passaremos em algum lugar pra complementar nosso cardápio… o mais importante é levar muita alegria!!
Até sábado girrrrls
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