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A VOLTA DO COLETIVO!

2 jul
Esse sábado de inverno tropical  (05 de julho) vai rolar a volta do coletivo feminino de ciclistas, as Pedalinas, com um rolê bem especial: muitas voltas, rodopios & giros pelo centro histórico de São Paulo.
Meninas e mulheres, iniciantes ou experientes, são muito bem vindas!
Tragam bebidinhas, petiscos e a sua canga pra gente fazer um pique-nique e bater um papo delícia depois do passeio.
Se você não se sente segura pra ir pedalando sozinha até a Praça d@ Ciclista, não se esqueça que as bicicletas são bem vindas nos trens e metrôs a partir das 14h dos sábados.
SÁBADO, 05 DE JULHO às 15h na Pça d@ Ciclista (Av. Paulista x Av. Consolação) .
Vamos?!
\o/

Bicicleta

3 jan

Estava aqui folheando um livro incrível sobre as imagens arquetípicas. Elas surgem nos nossos sonhos, fabricadas espontaneamente pelo inconsciente e – o mais maluco e poético – é que essas imagens ou símbolos estão presentes no inconsciente de diferentes pessoas, em diversas culturas e épocas. Claro que o significado dos símbolos varia bastante de acordo com a personalidade e o contexto das sonhadoras e sonhadores em questão, mas existem traços comuns e interpretações muitas vezes semelhantes desses arquétipos nos sonhos. O estudo dos arquétipos na psicanálise foi iniciado por Carl G. Jung, mas as pessoas nunca deixaram de sonhá-los…

Bom, aí eu tive um ímpeto irresistível de espiar o que disseram sobre a bicicleta. Aqui está:

“As abas do casaco levantadas pelo vento a desaparecer em direção ao horizonte na fotografia Em direção à luz, de Georg Oddner, captam por si só a alegria que a conquista da velocidade despertou no século XIX, a era frenética de possibilidades de expansão, quando a bicicleta se tornou popular. Funcionando sem motor, escape nocivo ou ruído poluente, a bicicleta é considerada a invenção mais eficiente alguma vez concebida para a propulsão humana, especialmente após quase dois séculos de aperfeiçoamentos experimentais. Tal como o avião, a bicicleta encontrou rapidamente um lugar duradouro na imaginação popular e na paisagem dos sonhos. Em particular, a bicicleta evoca simbolicamente um veículo de energia psíquica e progressão (a bicicleta não anda para trás) que é pessoal e não coletiva, e que está sob o comando do ego individual. A exceção é a antiquada “bicicleta feita para dois”, que sugere o movimento de um romance propulsionado para a frente através do Eros sincronizado do casal. Para alguns, o pedalar rítmico da bicicleta sugeriu energias sexuais que fazem andar a roda da vida. A bicicleta sempre significou independência e liberdade na orientação do curso diário de uma pessoa e o desvio das suas aventuras ocasionais. Susan B. Anthony – refletindo sobre o seu papel no desaparecimento da armação da saia e do espartilho – afirmou que “a bicicleta tinha feito mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo” (Bly, 10).

 

Bicicleta livro dos simbolos

Em direção à luz, de Georg Oddner (1999, Suécia).

 

Atualmente também associada às corridas profissionais e esportes radicais, a bicicleta, enquanto veículo intimamente pessoal, tornou-se igualmente emblemática de velocidade, de desafios arriscados e de transcendência dos limites conhecidos das capacidades de um indivíduo. Nós estamos tão habituados às maravilhas da bicicleta que é necessário uma rara demonstração da elegância acrobática de um monociclo para nos lembrar que andar de bicicleta é, acima de tudo, um feito de equilíbrio. Sem movimento e equilíbrio entre mente e corpo, o ciclista não avança suavemente e cai no chão. O encanto visível na cara de uma criança que dá os primeiros passos é revisitado quando aprendemos a andar de bicicleta. A sensação inicialmente anti-natural de encontrar o equilíbrio nos pés reaparece quando um ciclista se lança numa instável viagem virginal, virando comicamente o guidão de um lado para o outro antes de, por fim, se afastar com a elegante facilidade para a qual a engenhosa bicicleta foi concebida numa era de arrojadas invenções.”

[Referência do artigo da Nellie Bly, que citou a Susan Anthony: “Champion of her sex”, publicado pelo New York Sunday World, em 2 de fevereiro de 1896.]

Pra quem quiser saber mais sobre os símbolos, o livro é esse aqui, ó: Kathleen Martin (Ed.). O livro dos símbolos: reflexões sobre imagens arquetípicas. Colônia: Taschen, 2012.

Um pouco de adrenalina meninas!

24 maio

Aprendendo e ensinando

23 fev

Vídeo bem bacana feito pela Pedalina Olívia da nossa última oficina! Venha aprender e ensinar com a gente, faça parte desse ciclo virtuoso para que mais pessoas sintam a liberdade de pedalar:

Todo último domingo do mês na Praça Vegana (aquela dos arcos, no fim da Angélica)

 

A bicicleta e a calça

15 dez

Le Chalet du cycle au bois de Boulogne, Jean Beraud, c. 1900

Estudando a história da moda, fui coletando, sem querer, fotos de mulheres com bicicleta. Quando a bicicleta moderna surgiu, no final do século XIX, o ciclismo não foi prontamente definido como “coisa de homem” ou “coisa de mulher”. Os homens tinham uma vantagem, porém: eles usavam calças. Em lugares como Paris, o uso de calças era proibido por lei para mulheres. Essa lei foi logo suspensa, exclusivamente para o uso das bicicletas, e as européias adotaram essas calças folgadas para andar nos parques.

Traje “Bloomer” para bicicleta, 1891.

No começo, as mulheres preferiam usar calças apenas em parques, porque eram ridicularizadas na rua. Foi um longo processo até as calças jeans dos anos 1940 e os tailleurs com calça dos anos 1980. Porém, mais que outras atividades como andar de cavalo, o ciclismo foi fundamental para a aceitação do uso de calça por mulheres.

Inglaterra, 1942.

Traje para bicicleta de Claire McCardell, 1940

Susan B. Anthony foi uma sufragista americana e viveu durante a popularização da bicicleta no final do século XIX. Ela deu uma declaração famosa a respeito: “Eu acho que [a bicicleta] fez mais pela emancipação das mulheres que qualquer outra coisa no mundo. (…) Ela dá à mulher um sentimento de liberdade e auto-confiança.”

Em inglês: “I think [the bicycle] has done more to emancipate women than anything else in the world,” feminist pioneer Susan B. Anthony said in 1896. “It gives a woman a feeling of freedom and self-reliance. The moment she takes her seat she knows she can’t get into harm unless she gets off her bicycle, and away she goes, the picture of free, untrammeled womanhood.”

vamo lá BikeAnjo!

28 out

Hoje é dia de Bicicletada!, dia de “ocupar as ruas para festejar a bicicleta como meio de transporte”. E há ainda algo bem bonito para se comemorar: a mobilização pela captação de R$ 17.500 para o projeto do BikeAnjo!

IMPORTANTE: Neste momento, ainda falta uns 3% pra fechar a grana (acompanhe aqui – tenso). Tô naqueles momentos em que a torcida já fica cantando “ai, ai, ai, aiaiaiii, tá chegando a horaaaa”. Até agora 245 pessoas contribuíram para o projeto. Aproveita pra contribuir também!

Assim, durante a Bicicletada, serão rifados um par de alforjes (doação dos Pedarilhos) e uma obra feita pelo Marcelo Siqueira. Detalhes aqui: http://bikeanjo.com.br/

Vem.

A rua é de todos. A rua é viva.

Do túnel do tempo…

24 out

Desdendo a manú

 

 

 

 

 

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