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Ciclovia musical

23 jul

Evento em São Paulo: Ciclovia Musical

ciclovia musical

Rota de bicicleta, com 12 palcos onde haverá apresentações de música de câmara
24 de agosto de 2013
das 10h30 às 16h30
30 concertos de música de câmara em 12 pontos culturais na Barra Funda

Segundo a página do Facebook, “o público poderá assistir aos concertos individualmente ou, se preferir, fazer um roteiro de bicicleta com saída do Memorial da América Latina passando por 4 concertos diferentes, permanecendo 20 minutos em cada local. O roteiro será acompanhado por monitores que darão apoio ao passeio ciclístico e informações musicais de cada concerto.”

Locais:

1. Memorial da América Latina
2. Casa Mário de Andrade
3. KiaOra Barra Funda
4. Núcleo Experimental
5. Estacionamento Scala Park
6. Baró Galeria
7. Theatro São Pedro
8. Associação Cultural Cecília
9. Igreja Episcopal Brasileira
10. Metrô Barra Funda
11. Metrô Marechal Deodoro
12. Praça Olavo Bilac

Bicicleta na capital “menos ciclística” e mais congestionada da Europa

5 jun

Bruxelas, capital da Bélgica e da União Europeia, é a capital que tem o pior trânsito do continente – e com pouquíssimo tráfego de bicicletas.

Este documentário curta-metragem acompanha e entrevista os ciclistas messageiros (bike couriers) da cidade e discute alguns dos desafios enfrentados por eles. (Alguma semelhança com São Paulo? Serááá?)

O único senão é que todos os ciclistas que aparecem no filme são homens. Não sei se devo atribuir isso a um lapso (ou algo que o valha) bem feio do diretor ou à falta de mulheres ciclistas em Bruxelas. Cadê as pedalinas belgas?

De todo modo, vale assistir:

A rua é de todos. Mas e o parque?

20 set

Após minha primeira pedalada, fiquei toda animada a sair andando de bicicleta. Queria praticar ao máximo antes de voltar para a cidade-bicicletófila onde eu moro, lá bem acima do trópico de Câncer.

Como não me senti preparada para encarar o Encontro de Agosto das Pedalinas (por ainda ter receio de andar na rua, já que essa seria apenas minha segunda experiência sobre duas rodas), resolvi ir a um lugar mais tranquilo, onde eu pudesse praticar com calma, sem medo de carros, pedestres etc. E como eu também não tenho bicicleta aqui em São Paulo, o jeito foi ir a um lugar onde eu pudesse alugar uma. O lugar eleito para minha segunda aventura foi o parque Villa-Lobos. Teoricamente, seria um lugar super tranquilo para minha bicicletada iniciante. Teoricamente.

Aluguei a bike e, depois de praticar um pouco na entrada do parque, tomei coragem para encarar a ciclovia (que eles chamam de “ciclovilla”, wink-wink, nudge-nudge). É um lugar bem legal para iniciantes: ela é curta (tem apenas 3,5Km) e praticamente plana (tem uma subidinha que você quase não sente, e uma descidinha que é no mesmo esquema). O problema é que, nos finais de semana, pelo que eu vi, ela fica bem cheia – insuportavelmente cheia. E aí, para quem ainda não aprendeu a fazer curvas direitinho (como eu), a coisa fica mais desafiadora.

Por medo de atingir algum ciclista desavisado, quando estava muito perto de outra bicicleta (ou quando outra bicicleta estava muito perto de mim), freava, ia para o cantinho da ciclovia, grudava no meio-fio e esperava a onda de bikes passar antes de retomar meu passeio. E assim fui indo. Demorei um tempinho para completar os 3,5Km, mas foi relativamente tranquilo.

Uma coisa que notei, no entanto, foi a grande quantidade de pedestres caminhando, fazendo jogging, ou simplesmente passeando pela ciclovia.

E esse é um problema que muita gente encontra quando usa os espaços públicos, principalmente nas grandes cidades.  Apesar de existir a tal “ciclovia” (ou “ciclovilla”, como quiserem), que deveria ser um espaço dedicado unicamente a bicicletas, velocípedes, triciclos e afins (como sinalizado nas placas, que lembram que é proibido que pedestres caminhem ou corram na ciclovia,  devido ao risco de acidentes), é fato que as pistas para pedestres do Parque Villa-Lobos deixam a desejar e, em algumas partes, os pedestres não tem alternativa senão a de se enveredar pelo meio das bicicletas.  E aí, além do risco de acidentes, há um risco ulterior ainda maior: o surgimento de uma certa hostilidade entre pedestres e ciclistas, com cada uma das partes achando que seu espaço foi invadido ou desrespeitado.

Sou corredora (muito) amadora de média distância e entendo que a falta de espaço adequado para pedestres e corredores ainda é um grave problema em São Paulo, mas sempre que estou em um espaço público, seja como pedestre, corredora ou ciclista (mais raro), tento prestar o máximo de atenção ao ambiente e às pessoas a minha volta.  Mas nem todo mundo usa essa mesma regrinha. Na mesma ciclovia onde eu estava, ainda cambaleante, tentando aprimorar minhas curvas e freadas, havia um pessoal pedalando em altíssima velocidade (e arriscando manobras à la freestyle BMX) – ao lado de moças passeando com seus carrinhos de bebê!

Enquanto o problema dos espaços públicos de São Paulo ainda está longe de ser solucionado, vale lembrar que, para que o recadinho de “respeite o ciclista” realmente tenha impacto, é imprescindível que, em primeiro lugar, ciclistas respeitem ciclistas. E respeitem também, claro, pedestres.  Além disso, é sempre importante que os pedestres prestem atenção ao trânsito de bicicletas no parques da mesma maneira que prestam atenção ao tráfego de veículos nas ruas.  Antes de atravessar a ciclovia, olhe para os dois lados. E, se realmente não há um espaço exclusivo e seguro para pedestres, é ideal procurar manter-se à direita da ciclovia, permitido que as bicicletas possam fazer ultrapassagens de maneira segura.

Os ciclistas que frequentam parques, principalmente aos finais de semana, quando há mais famílias com crianças pequenas (tendo em mente aquela regrinha básica de que atrás de uma bola sempre vem uma criança), devem lembrar que os parques, assim como as ruas, também são de todos.

Agora, àquelas e àqueles que, como eu, aprenderam a pedalar recentemente e querem praticar em lugares mais “seguros” antes de tomar as ruas, um conselho: se possível, evitem os parques nos finais de semana, pois a lotação aumenta a ansiedade e o risco de acidentes. Imagino que as ciclofaixas sejam uma opção um pouco melhor, mas nunca usei (alguém?). E existe sempre a possibilidade de se voltar à Praça Vegana (mesmo quando as Pedalinas não estão dando oficina) e praticar por lá.

Minha primeira pedalada

9 ago

Vou logo começando com confissões politicamente incorretas. Sou motorista convicta e não abdico do meu carro desde que tirei minha carteira de motorista, aos 18 anos. Desde 2005, eu mantenho dois carros na garagem, para uso exclusivamente meu. Fui morar fora do Brasil em 2007, mas deixei (vergonha!) meus DOIS carros em São Paulo, para usar quando viesse de férias.  A “vergonha” está ali nos parênteses porque eu sou dessas pessoas que pregam a vida sustentável, compram comidas orgânicas e offsets de carbono… Aí, as pessoas me perguntam, então, por que eu não troco meu carro por uma bicicleta (ou deixo o carro na garagem, quando possível). Ah, então: é porque eu não sei andar de bicicleta. Ou melhor: não sabia.

Quando eu tinha uns 6 anos, ganhei uma bicicleta: andei nela algumas vezes (sempre com rodinhas), e nunca mais. Depois de “grande”, naquela fase em que já dá um pouco de vergonha admitir para os outros que não sabia andar de bicicleta, já não me importava muito, porque sempre tive carro, e sempre pensei na bicicleta como um lazer, e não como meio de transporte.

Até que, em janeiro de 2011, me mudei para uma dessas cidades ultra-civilizadas, com vários quilômetros de ciclovias/ciclofaixas, bicicletas para se alugar (baratinho!) a cada esquina. Uma cidade onde as pessoas usam bicicletas como meio de transporte! Passado o choque cultural, fui criando essa ideia de que, cedo ou tarde, eu teria que aprender a pedalar.

Sem carro por lá, passei quatro meses fazendo tudo a pé. Até que, em maio, “ganhei” uma bicicleta. Ganhei entre aspas. Na verdade, ela me foi emprestada por tempo indeterminado por um amigo. Mas dessa vez, ao invés de repetir aquele “obrigada, mas não sei andar de bicicleta”, mandei um “obrigada, porque vou aprender a andar de bicicleta nos próximos meses.”

Porém,  de férias em São Paulo, desanimei de novo. Como eu poderia aprender a andar de bicicleta aqui? Coincidência enorme (“serendipidade”, eu diria) uma amiga comentou sobre a Oficina Aprendendo a Pedalar. Na hora, animei e fiz os planos para o Dia D. Era agora ou nunca (já estou chegando nos 30 anos, então, o “agora ou nunca” para mim tem tido um peso maior).

No domingo à tarde, cheguei toda apreensiva na Praça Vegana, mas encontrei só sorrisos – e várias bicicletas que as meninas disponibilizaram para nós. O pessoal estava super animado para nos ensinar a ter coragem de ir tirando os pezinhos do chão.

Comecei assim mesmo, seguindo os ótimos conselhos da Aline: sentada na bicicleta com o banco bem baixinho, para eu poder apoiar os dois pés inteiros nos chão, e sem chegar perto dos pedais. Fui andando assim , até entender o basicão do equilíbrio e criar coragem para tentar dar a primeira pedalada. Não que eu já tenha saído pegando velocidade. A primeira pedalada foi só para sentir o tempo da bicicleta, a hora certa de dar o impulso e começar a pedalar.

A partir daí, fui de volta à infância, dando algumas voltinhas (aí sim, pedalando!), mas com a Aline ali atrás, firme e forte segurando a bicicleta. E ela não soltou! Aliás, ela ficou lá (coitada!) correndo horrores atrás de mim, equilibrando a bicicleta à força quando eu começava a tombar para um lado ou para o outro. E sabe aquela coisa clássica de gente que, querendo te ensinar, percebe que você já pegou o ritmo e te solta? Isso era a coisa que eu mais temia. Mas dessa vez, não aconteceu. A Aline só soltou quando eu estava 100% (bom, 70%, na verdade) confiante de que eu conseguiria pedalar. E aí, ela avisou que já dava para e ir sozinha e que iria me soltar. Concordei e… pedalei! Eu aprendi a andar de bicicleta!!

Contando assim, parece que o processo foi super longo, mas acho que levou uns 20 minutos. Depois de superado esse medo inicial, fiquei mais um bom tempo pedalando, aprendendo a ter um pouco mais de controle sobre a estabilidade – e aprendendo a frear (porque uma hora a gente tem que parar)! E ainda experimentei alguns tipos diferentes de bicicleta (dobráveis, maiores, menores).

Claro, não virei uma expert, afinal foi só uma tarde de pedaladas. Preciso dedicar mais tempo a aprender a fazer curvas, trocar marchas etc. Não é de um dia para o outro que eu vou sair por aí, andando de bicicleta pelas grandes avenidas de São Paulo. Mas, para quem esperou 28 anos para dar a primeira pedalada, algumas semanas a mais de prática não farão mal algum.

Ah, e se alguém estiver querendo comprar um carro, o meu está à venda!

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