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Ocupação de espaços públicos promove discussões sobre o rumo da nossa sociedade

18 out

Em maio a Espanha deu o ponta pé inicial e desde então a onda dos indignados não parou de crescer. Pessoas reprimidas do mundo inteiro decidiram levantar do sofá e ocupar as ruas e praças públicas com um pedido singelo por DE-MO-CRA-CI-A e transparência! Elas só querem dialogar, trocar experiências, construir à várias mãos cidades mais justas, uma política representativa, verdadeira, coerente.

Em São Paulo, milhares de pessoas se articularam, inclusive e não somente, no ambiente virtual, por meio do facebook etwitter e desde sábado, dia 15/10/2011, estão ocupando o Vale do Anhangabaú, enfrentando chuva, frio, ameaças, insegurança, sob a fuça da Prefeitura.

Foto: Aline Cavalcante

Nada mais simbólico, forte e sincero. Um local ermo, sombrio, ocupado por mendigos e excluídos sociais. Bem embaixo do prédio onde algumas poucas e selecionadas pessoas, em seus gabinetes fechados, tomam decisões que afetam diretamente a minha e a sua vida.

Nos juntamos aos fracos, para sentirmos que somos fortes, somos reais, somos cidadãos. Ocupamos sem atrapalhar a fluidez do deus-carro, então não há desculpas para retirar os manifestantes dali. É gente de todo tipo, jeito, raça, credo, orientação sexual. Índios se pintando e dançando maracatu contra a construção da usina de Belo Monte.

Por que políticas públicas feitas para 1% da sociedade não contemplam os outros 99%?! Será que só somos cidadãos a cada 4 anos quando vamos OBRIGADOS às urnas escolher quem NÃO irá nos representar???!

A ocupação tem um caráter bem simples: conversar com os outros! Entre conversas e devaneios, descobri, por exemplo, o estupro que a especulação imobiliária está fazendo com nossos espaços públicos. Percebi também como os políticos abrem as pernas para a indústria automobilística/petroleira por interesses obscuros. Quem paga o preço?

Nossas áreas verdes, rios e espaços coletivos estão virando pistas de carro, estacionamento, prédios luxuosos, shoppings. Famílias inteiras estão sendo isoladas e desabrigadas para dar lugar a obras ilusórias, eleitoreiras e super faturadas.

Isso não pode ser desenvolvimento. Isso não pode ser bom pra todo mundo.  Indigne-se você também!

As pessoas estão se juntando no mundo inteiro para trocar idéias, conversar, refletir, compartilhar experiências, angústias, desgostos, problemas e soluções.

A construção de algo coletivo PRECISA partir de algo também coletivo, não tem jeito, não tem fórmula secreta! E mesmo tendo certeza que não vai ser fácil, estamos conscientes de que é fundamental também sair do computador e fazer alguma coisa olho no olho.

Devemos ocupar, resistir, produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde acolaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Participe você também! Se envolva! Tome de novo a cidade para você, ela é SUA, ela é NOSSA!

Vá até o Vale do Anhangabaú, participe do movimento mundial. Veja quais as necessidades dos acampados e ajude: http://15osp.org/necessidades/

Leia também: É hora de engrossar o discurso em duas rodas

Ciclistas estão se mobilizando para acampar na Praça d@ Ciclista (Av Paulista x Consolação), essa sexta-feira, dia 21/10!

De bicicleta pela Av Paulista

30 ago

Depois do Shopping Vila Olímpia ter inaugurado em 2009 sem bicicletário e centenas de ciclistas invadirem o centro comercial em protesto,  dessa vez fui atrás dos “equipamentos culturais” da Av Paulista. A idéia não era denunciar, apenas, mas sim entender qual a postura dos lugares diante de um ciclista e conhecer um pouco sobre as diferenças de estruturas de paraciclos.

Vale a leitura tb desse post das Pedalinas: Conversas sobre bicicletários

João Lacerda e Aline = a dupla do ciclismo investigativo de SP hahahaha! Se preparem. Mais coisas estão vindo por ai….

Vistoria nos Bicicletários da avenida Paulista from João Lacerda on Vimeo.

Um grande vilão, literalmente

5 maio

Ônibus é grande, pesado e pode fazer um estrago FEIO se conduzido por um irresponsável, inconsequente. Infelizmente a profissão não é valorizada, os motoristas trabalham muitas horas enfrentando essa insanidade que é o trânsito de São Paulo, tem tempo rigorisíssimo para cumprir nas empresas e respondem (muitas vezes financeiramente) quando atrasam ou demoram pra cumprir o itinerário. Qual a consequencia dessa lógica ESTÚPIDA? Toda pressão injusta sobre esses trabalhadores provoca um efeito dominó ASSASSINO sobre todo mundo que circula nas vias, pois somos obrigados a encarar a fúria, a raiva, a impaciência, a revolta desses motoristas que conduzem TONELADAS DE METAL.

E quem mais sofre com isso??? Duas categorias solitárias e sofridas que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, DEVERIAM TER PRIORIDADE nas ruas e nas políticas públicas: PEDESTRES E CICLISTAS.

Sentimos o descaso na pele diariamente, somos marginalizados, fracassados, esquecidos por não ter um carro e não alimentar uma indústria que MATA MAIS QUE UMA GUERRA TODOS OS ANOS.

Uma prova audiovisual bizarra dessa constatação é o vídeo que a Laura Sobenes gravou essa semana enquanto voltava pra casa. É revoltante ver e ouvir a covardia com que esse motorista trata a ciclista. Veja (se tiver estômago):

Discussão com motorista de ônibus na Av. Paulista from Laura Sobenes on Vimeo.

A Viação Santa Brígida tem um currículo nada amigável. Mas por ironia do destino seu slogan é “Gente Transportando Gente”.

Recentemente a ciclista Ana Paula passou pela MESMA situação que a Laura, só que na Av Faria Lima. O que eles querem com tudo isso??? 

SUA PRESSA VALE UMA VIDA???? A VIDA DAS PESSOAS É COMPARÁVEL A UM B.O????????

Meu Deus!!!! Onde estamos chegando!!! A vida das pessoas resumidas a NA-DA!!! A impunidade reinando junto com a sociedade do automóvel e ninguém se dá conta que a culpa É DESSA CULTURA MEDÍOCRE DE ALIENAÇÃO E INDIVIDUALIZAÇÃO DAS PESSOAS! 

Estamos matando nossas crianças, jovens, adultos e idosos. Estamos matando nossa população, nossa comunidade. A troco de quê??? De chegar 5 minutos mais cedo em casa e conseguir deitar a cabeça no travesseiro sem culpa, dar um beijo no seu filho (a) sem lembrar que amanhã pode ser ele(a) que estava pedalando por ai.

Afinal o que é uma vida pra quem pode apenas assinar um boletim de ocorrência, né???

MENINAS E MENINOS! DENUNCIEM!!!!! Não podemos deixar barato tentativas de homicídio descaradas e obscenas desse jeito. Caso aconteça algo parecido, anote a placa, a empresa e a linha. Entre em contato com a empresa (i)responsável e com a prefeitura da sua cidade. VAMOS NOS FAZER VISÌVEIS! NÓS EXISTIMOS E QUEREMOS RESPEITO!!!

A Revista Época publicou no seu site uma matéria simples e direta sobre o caso. O mais bizarro é ler nos comentários argumentação de pessoas que não entenderam que ciclistas TÊM O DIREITO de trafegar nas vias. Carros e ônibus TÊM O DEVER de respeitar e dar prioridade, vcs querendo ou não, pois o que está em jogo não é a vontade particular de ninguém, é o exercício de cidadania PREVISTO E REGULAMENTADO NA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.

Laura, parabéns pela coragem, pela atitude! Estamos aguardando ansiosamente pelo desfecho disso tudo. Conte comigo e com as Pedalinas pro que precisar!

Das massas críticas

22 mar

Veja as belíssimas fotos da Massa Crítica de Buenos Aires que também pedalou em apoio aos ciclistas atropelados pelo bancário Ricardo Neis, dia 25/02, em Porto Alegre.  (para abrir o link é necessário ter conta no facebook)

O atropelador foi denunciado e vai responder por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificadas. “Conforme Callegari (promotora do MP), os crimes foram praticados por motivo fútil, tendo em vista que o denunciado queria imprimir velocidade em seu veículo, encontrando o grupo de ciclistas pelo caminho, demonstrando extremo egoísmo e individualismo”, diz a matéria.

Essa sexta-feira, dia 25/03, completamos 1 mês da tragédia e a Massa Crítica de Porto Alegre vai ocupar as ruas como fazem todas as últimas sextas de cada mês. Ciclistas das massas críticas de São Paulo e Curitiba também vão compor o coro e gritar junto com os gaúchos por mais amor e menos motor!

Inclusive algumas integrantes das Pedalinas se encontrarão com o coletivo de meninas de Porto Alegre, as Cíclicas, para um bate-papo, troca de experiências e muito pedal.

Bicicletada

Em São Paulo, a Bicicletada acontecerá dia 25/03 a partir das 18h na praça d@ciclista e promete uma pizza ao ciclista mais original. Veja o convite:

PARTICIPE

PEDALE

DEMONSTRE QUE VOCÊ NÃO COMPACTUA COM UMA CIDADE PENSADA APENAS PARA QUEM TEM CARRO! DEVOLVAM AS RUAS PARA AS PESSOAS!!!!

“Pedalar é uma forma de vir relaxando”

15 jan

     Matéria do Último Segundo-IG sobre a ansiedade dos estudantes que prestariam a segunda prova da Fuvest no dia 09/01/2011 e um belo exemplo de como se beneficiar do deslocamento de bicicleta num momento tão importante:

Pedalando até a porta
No mesmo prédio, Nina Anderson, de 18 anos, chegou para prestar a prova de bicicleta. Moradora do bairro da USP, o Butantã, ela disse que pedalar a deixa relaxada.

 

“Não tenho carteira de motorista e nem vontade de dirigir, acredito que pedalar é uma forma de vir relaxando.”

Foto: Amana Salles/Fotoarena

Nina Anderson, 18 anos, garante a pontualidade indo de bicicleta para a prova da segunda etapa da Fuvest 2011

 

 Garota de atitude! Inspire-se!

Contagem de ciclistas

15 out

A Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade – tem feito um trabalho muito bacana na direção de legitimar o uso da bicicleta como meio de transporte e tornar cada vez mais possível a convivência pacífica no trânsito.

Mas dois levantamentos em especial tiveram uma importância histórica para embasar discussões ligadas à mobilidade urbana e ao uso crescente deste veículo na cidade. Foram as contagens de ciclistas realizadas nas avenidas Eliseu de Almeida (dia 13 de agosto) e Paulista (17 de setembro).

“A contagem de ciclistas em ruas e avenidas de São Paulo, realizada sistematicamente pela Ciclocidade, é uma forma simples de comprovar que uma quantidade considerável – e sempre crescente – de moradores da cidade vêm utilizando a bicicleta como meio de transporte em seu dia-a-dia. Este uso supera a barreira construída pelo fato de este veículo ainda não ter sido notoriamente reconhecido pelos órgãos públicos na sinalização viária permanente.”

Os relatórios estão disponíveis para download aqui e aqui.

Entre os parâmetro analisados estavam, sexo, idade, mão/contramão, capacete, mochila, roupa, etc. Características que traçam um perfil aproximado do público que freqüenta determinada região e quais suas preferências/particularidades.

Questão de gênero

Observem a gritante diferença entre a quantidade de homens e mulheres pedalando:

  Eliseu Av Paulista
Total 561 733
Homens 447 (98%) 649 (96%)
Mulheres 9 (2%) 27 (4%)



O que se pode concluir com esses números (especificamente relacionados ao gênero)??

O trânsito ainda é um ambiente masculino, onde os homens se sentem menos intimidados  a enfrentar os dificuldades e hostilidades. A bicicleta expõe o ciclista, ele fica vulnerável e fragilizado. Para a mulher sair da bolha (seja o carro, a casa, o quarto, o escritório, a proteção do marido) exige um pouco mais de iniciativa e força de vontade, já que as dificuldades que enfrentamos são particulares ao sexo feminino. Esta é, inclusive, uma das justificativas para a existência desse grupo. Quebrar barreiras, paradigmas.

Se somos poucas ocupando nossos espaços nas ruas, somos mais que antes e menos que amanhã. O processo é lento e gradual, mas constante. A conquista da liberdade e autonomia da mulher deu a ela espaço e coragem.

Ao mesmo tempo que é triste ver um número tão ínfimo nessas contagens, por outro lado é muito bom saber que estamos aumentando. Até o momento em que sejamos várias, espelhando outras, encorajando pessoas e contribuindo (à nossa maneira) por uma cidade mais humana, justa e tranquila.

A revolução virá de bicicleta!!! Enquanto isso, seguimos pedalando…

Cicloativistas na TV

1 set

Ontem na TV Cultura Andre Pasqualini, Renata Falzoni, Thiago Benicchio e eu, participamos do programa Login, para falar sobre cicloativismo e o uso da bicicleta como meio de transporte!

Foi um batepapo super legal e expliquei um pouco do nosso coletivo, Pedalinas! Eles exibiram trechos do documentário da Helena “Massa Crítica” e da Pedalada do Casório

Logo depois que acabou o programa, rolou ainda uma conversa suuuper ótima com os internautas, dessa vez eu e o Beni falamos um pouco mais, pois o ambiente virtual é mais “amigável” e descontraído.. Chamei as meninas para conhecerem as Pedalinas e participarem do nosso pedal , sábado..

Isso aí.. Muito bom!!! Cada vez mais a bicicleta vai entrando na vida das pessoas e a mídia percebendo a importância de falar sobre o assunto…

Em tempo.. É uma vergonha uma tv pública (como a Cultura) com tantos funcionários NÃO TER UM BICICLETÁRIO!!! Como incentivar o uso da bicicleta desse jeito???

bloco 01 http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-08-31/29913

bloco 02 http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-08-31/29914

bloco 03 http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-08-31/29915

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