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Bora pedalar pelada?

11 mar

Amanhã (12/03) rola mais uma edição do World Naked Bike Ride em sampa. Conhece?

Eu gosto de chamar carinhosamente como dia de pedalar peladinha, mas ok. Brincadeiras a parte, qual a real motivação disso tdo?

Quero pensar sobre alguns pontos do nosso dia-a-dia de ciclista:

– Vc se sente segura no trânsito de sampa?

– Vc se sente visível?

– Qual a diferença entre o carro e uma bicicleta qdo rola um acidente?

Pois bem, as respostas não são tão satisfatórias assim e a WNBR (ou pedalada pelada) vem com o intuito de nos colocar frente à toda essa insatisfação.

– Pelada vcs me ENXERGAM;

– Pelada vc param, diminuem, me olham;

– PELADA É COMO EU ME SINTO TODOS OS DIAS nesse trânsito caótico.

O carro tem cinto de segurança, air bag, uma caixinha de ferro para proteger o motorista. Pedalando eu tenho a mim e a consciência daqueles que me cercam e sabem valorizar a vida humana.

Apesar de tudo isso, eu continuo pedalando, pq é uma das coisas que mais me satisfaz nessa vida. Então, cito meu amigo Mário Shimabukuru:

Eu vou de bike, e vc?

concentração: Praça do Ciclista (Rua da Consolação x Paulista)

horário: 18 horas com saída às 20 horas

Lembrem-se, é um ato político, NÃO É PUTARIA.

Veja também:

Um tutorial jurídico sobre a pedalada

Perguntas frequentes sobre a pedalada pelada

Pedalina não tem medo de chuva

3 mar

E ainda acaba no buteco

ngm é de açúcar

 

My Commuted Commute

12 out

Esse vídeo foi gravado por uma mulher e mostra algumas reflexões sobre as ciclofaixas em NY.

 

Você aí parado! Vem pedalar pelado!

2 set

O WNBR-BR (World Naked Bike Ride – BR), ou como chamamos carinhosamente entre amigos, a Peladada, acontece em vários países do mundo, e aqui no Brasil ele acontece normalmente no mês de março, esse ano (2010) tivemos sua 3ª edição.

Pedalamos peladas como uma forma de protesto, pacífico obviamente, esse protesto é uma forma de dizer:

“- É assim que eu me sinto todo dia. Me sinto pelada no trânsito, qdo eu boto minha bike na rua, é só eu e ela, enqto os motorizados tem todo um aparato de segurança, eu estou aqui nua, todos os dias. Essa é só uma forma de demonstrar meus sentimentos”

Significa mais tb:

“- Hj vcs me olham só pq eu estou pelada. Só não passam por cima pq obviamente agora vcs me vêem. Normalmente, eu sou completamente invisível, mas pelo visto, qto menos roupa, mais atenção me dão.”

Várias mensagens no corpo:

– DE BURACO VOCÊ DESVIA

– SUA PRESSA VALE UMA VIDA?

– MAIS AMOR MENOS MOTOR

Todos na mesma

Tudo parecia bem, até que a polícia me fez colocar o top, pq segundo o coronel, no carnaval pode, é arte. Pelo visto, eu sou só mais uma pelada sem vergonha chocando a cidade. Eu não tenho motivos, razões, pior, não tenho voz. Ok. Coloco o top. Não costumo discutir com coronéis, deve dar errado isso normalmente.

A história é longa, mas essa parte importa. Em determinado momento volto para ver quem ficou para trás, já lá no centro da cidade. Me deparo com um amigo, sendo espancado pela polícia. Tiram a calça dele na minha frente para dar flagrante em ato obsceno, olho meio de longe já bastante desesperada. Ele vai preso. Eu e alguns outros vamos atrás nas nossas bikes. Chegando lá, o delegado pede para eu e outra amiga entrarmos, está fechada a gaiola, ambas autuadas por ato obsceno, apesar de vestidas.

Agosto, chega minha intimação e dos meus outros amigos. Vamos ao Fórum, respondemos por ato obsceno, poderíamos levar adiante, mas quem quer levar adiante? Estou cansada. Entramos em acordo. Saiu R$255,00 para cada. Por um dia de voz. Pq todos os dias eu luto com a bike no trânsito, mas foi pelado o dia em que tive mais voz no trânsito.

Praça do ciclista

OBSCENO É A FALTA DE HUMANIDADE QUE VEJO TODO DIA NO TRÂNSITO.

Cada vez mais

1 set

Adesivando por aí.

Pedalinas.org

Propagando cada vez mais a nossa existência e nossas ideias.

Uma por todasadesivada

Amigos e bicicletas

26 ago

Juntos

1 – Tudo começa com um gosto específico por um determinado objeto, a bicicleta.

2 – Logo em seguida começamos a conhecer pessoas que vão aparecendo no nosso caminho, normalmente elas tem um gosto convergente com o nosso, ou seja, também estão ligados de certa forma à cultura de bicicleta.

3 – Mais para frente esse grupo cresce, nossas histórias se engrandecem, as encruzilhadas em determinado momento começam a não necessitar mais da bike (mas vejam que ela ainda aparece como pano de fundo, como passo inicial), vamos aglutinando mais e mais pessoas, uma apresenta outra que conhece outra que (opa!) você já conhecia.

4 – No fim, você se vê no meio de um almoço numa quinta feira ensolarada, na feira, num ponto perdido da cidade, mas esse, já é meio comum a todos nós. Comemos pastel, bebemos caldo de cana, reclamamos do sol, vemos nossas amigas lindas, nossos amigos gentis. Por todos sentimos um carinho profundo, uns estão à pé, outros de bike. Mas enfim, de uma forma ou de outra, foi a bicicleta que me trouxe todos eles, então como diria o Mário: “-Eu vou de bike, e vc?”

Pose para foto

Notem a cara de chocada da verinha

Documentário Massa Crítica

23 ago

Documentário feito por Helena Krauz, que filmou, juntou e editou entrevistas, pedais, ações e inclusive o WNRB-BR.

Em meio a tudo isso um bate-papo com algumas Pedalinas e muitos outros que promovem a bicicleta como meio de transporte nas ruas de SP.

Reflexões, discussões e muita força de vontade.

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